O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou, nesta segunda-feira (22), um investimento de R$ 38,5 bilhões para fortalecer a Nova Indústria Brasil (NIB) até dezembro de 2026. A declaração foi feita durante a assinatura da Carta de Compromisso Investe Mais Indústria – Mais Financiamento para a Indústria, no Rio de Janeiro. O montante faz parte de um pacote de mais de R$ 140 bilhões destinado a impulsionar a inovação e a competitividade da indústria nacional, consolidando o setor como um dos pilares do desenvolvimento econômico do país.
Segundo informações do MCTI, o acordo firmado entre o BNDES, Finep, Embrapii e ABDI. Dos R$ 140 bilhões, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES. Já as instituições vinculadas ao MCTI responderão por R$ 38,5 bilhões em investimentos, somando R$ 37,5 bilhões da Finep e R$ 1 bilhão da Embrapii em 2026.
O investimento será destinado às seis missões da política industrial brasileira, com foco em cadeias agroindustriais, complexo industrial da saúde, transformação digital, bioeconomia, transição energética, infraestrutura e tecnologias.
Aporte para a indústria brasileira
A iniciativa visa mobilizar mais de R$ 750 bilhões para a Nova Indústria Brasil entre 2023 e 2026, com destaque para o lançamento do Portal Investe Indústria Brasil, uma ferramenta estratégica para identificar oportunidades de investimento e superar gargalos nos setores produtivos.
Durante o anúncio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância da articulação institucional para promover inovação e desenvolvimento. “Os países que lideram o desenvolvimento alinham política industrial e de inovação, porque a indústria do futuro é verde, digital e intensiva em conhecimento e tecnologia”, afirmou.
A ministra também anunciou o maior aporte anual do MCTI à Embrapii desde sua criação, em 2013: R$ 440 milhões em 2026, que alavancarão R$ 1,2 bilhão em investimentos privados para financiar 550 projetos de inovação.
Além disso, três novos Centros de Competência serão credenciados, com foco em hidrogênio de baixa emissão de carbono, inteligência artificial aplicada à produtividade industrial e minerais críticos e estratégicos, reforçando áreas essenciais para a competitividade da indústria nacional.