A TissueLabs, startup brasileira que desenvolveu uma plataforma completa de biofabricação, foi a vencedora do Global Tech Innovator 2026, premiação promovida pela KPMG para reconhecer startups inovadoras com potencial global. A empresa criou uma solução que integra bioimpressoras 3D, biomateriais e tecnologias avançadas para impulsionar pesquisas em medicina regenerativa, permitindo a criação de tecidos humanos em laboratório.
Inovação brasileira em destaque
A escolha da TissueLabs foi feita por um júri composto por especialistas em inovação, empreendedorismo, tecnologia e investimento. A edição de 2026 reuniu startups com soluções em áreas como inteligência artificial, biotecnologia, saúde, agronegócio e sustentabilidade, destacando o papel do Brasil na criação de tecnologias para enfrentar desafios globais.
“Mais do que reconhecer ideias inovadoras, o Global Tech Innovator impulsiona negócios com potencial de escala global, promovendo conexões estratégicas e oportunidades que aceleram seu desenvolvimento. Nesta edição, vimos startups que combinam biotecnologia e IA aplicada a setores como saúde e agronegócio para solucionar desafios complexos da sociedade. A TissueLabs representa esse movimento ao democratizar tecnologias avançadas de biofabricação e ampliar as possibilidades de pesquisa em medicina regenerativa”, afirma Carolina de Oliveira, sócia-líder de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul.
Biofabricação: o futuro da medicina
A plataforma desenvolvida pela TissueLabs simplifica o acesso à biofabricação, permitindo que universidades, centros de pesquisa, hospitais e empresas de biotecnologia criem tecidos humanos em laboratório de forma mais acessível e eficiente.
O ecossistema reúne bioimpressoras 3D, bioinks, biomateriais e softwares especializados, reduzindo barreiras para pesquisadores que atuam em áreas como medicina regenerativa, engenharia de tecidos e descoberta de novos medicamentos.
A tecnologia permite reproduzir estruturas biológicas complexas com alta fidelidade, acelerando o desenvolvimento de terapias regenerativas, testes de novos fármacos e modelos experimentais mais próximos da fisiologia humana.
“Fazer ciência no Brasil é um caso de resiliência. Estamos desenvolvendo essa plataforma tentando trazer esse sonho do Gabriel (Gabriel Liguori, CEO) de fazer o primeiro coração bioartificial. Quando eu o conheci, fiquei impressionado com o foco, e por isso me juntei ao time. Poder representar ele hoje, receber o título do Global Tech Innovator 2026 e representar nossa empresa em Lisboa é uma oportunidade única. Cada passo a mais é uma validação de que estamos no caminho certo”, afirma Felipe Chippari, CFO da TissueLabs.