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O Brasil está pronto para o mobile payment e open banking?

Se houve um setor que se destacou com as inovações nos últimos anos foi o setor de pagamentos. Na linha de frente das evoluções tecnológicas, bancos, tech companies e startups investiram pesado em soluções que facilitassem o dia a dia do consumir, como os modelos de mobile payment e, de forma mais específica, a cultura de open banking.

Mas, em um país tão imenso e com tamanha descentralização de comércios, culturas e alcance, alguns empresários e interessados no setor talvez se perguntem: o Brasil já está pronto para abraçar os modelos de mobile payment?

E como o open banking, um movimento nascido em terras europeias, está afetando o cenário brasileiro? Confira agora!

A ascensão do mobile payment

Não seria de estranhar que, após tamanha — e contínua — inserção dos smartphones na rotina das pessoas, formas de facilitar pagamentos surgissem, dependentes exatamente do aparelho que todos carregam em seus bolsos. Esse é o mobile payment.

Ou seja, transações recebidas ou feitas por dispositivos móveis, em vez de usar dinheiro vivo, cartões ou mesmo os saudosos cheques.

O modelo de pagamento inovador, na verdade, caminha na trilha de soluções parecidas, como o mobile banking. A maré é tão boa que, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), desde 2016 o mobile banking é o canal preferido dos brasileiros para realizar transações financeiras. 

“Desde 2013, internet e mobile banking, juntos, assumiram a liderança na preferência do consumidor para suas operações bancárias em detrimento de outros canais, como agências, ATMs, correspondentes e contact centers.” afirma a Febraban .

E não por menos, o mercado e os players reagiu a essa mudança investindo pesado em novas tecnologias que oferecessem novos e melhores serviços digitais aos seus clientes. O resultado? “O volume de transações financeiras feitas nos smartphones cresceu 70% em 2017, chegando a 1,7 bilhão de operações” complementa a Febraban.

Mas mesmo com todos esses dados, a realidade ainda pode ser diferente, certo? O mobile payment representa um considerável salto para os comércios e também para os consumidores.

No entanto, Renato Citrini, Gerente Sênior de Produtos da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, vê o cenário com bons olhos.

“Os meios de pagamentos móveis já são uma realidade no Brasil, tanto que como um dos mercados mais importantes para a Samsung foi o primeiro na América do Sul e o 8º no mundo inteiro a disponibilizar o Samsung Pay. A solução foi lançada oficialmente no Brasil em julho de 2016”.

Opinião parecida é a de Percival Jatobá, VP de Produtos da Visa:

“O Brasil está praticamente pronto para o pagamento realizado por meio de celulares, os chamados “Pays” e as carteiras digitais. Do lado de aceitação, mais de 3 milhões de terminais já aceitam esse tipo de pagamento no país”



Quais os impactos do mobile payment na realidade brasileira?

Só de pensar em uma solução como a do mobile payment, já é possível imaginar o nível de seu impacto. Um modelo como este se aplica à qualquer tipo de negócio e com, praticamente, qualquer consumidor.

“Essa possibilidade [de contar com o mobile payment e as carteiras digitais] traz maior comodidade para o usuário e pode aumentar a conversão do comerciante. Essa nova tendência visa fornecer ao consumidor uma experiência mais agradável. O smartphone está sempre presente na nossa rotina. Hoje, é possível sair de casa somente com o smartphone, e fazer compras em estabelecimentos comerciais ou pagar refeições, usando apenas o aparelho” responde Citrini.

A palavra de ordem neste caso é: comodidade. Os modelos de mobile payment suprem uma necessidade cada vez maior das pessoas; tornar a experiência de compra simples, objetiva e segura. Além disso, há outros fatores que fomentam o crescimento deste modelo:

“[...] Temos visto que o pagamento por aproximação será um agente importante na transformação digital e na relação como os estabelecimentos comerciais e consumidores interagem. Temos certeza de que vamos colher bons frutos de seus benefícios, principalmente quando solidificar em nichos como transporte público. Dessa forma, a tecnologia passa a ser popularizada e os benefícios dos pagamentos eletrônicos como segurança e agilidade ficarão ainda mais evidentes” afirma Jatobá.

E qual o cenário do open banking no Brasil?

O open banking é um modelo dentro do sistema bancário totalmente apoiado na tecnologia. Nele, os bancos focam em suas tarefas principais e críticas, ao passo que liberam APIs para que outros desenvolvedores e empresas possam criar soluções personalizadas e inovadoras com intuito de gerar valor para o negócio.

Para alguns, pode soar flexível demais, mas a realidade é que, a cada ano, o setor financeiro só aumenta seus investimentos e, por consequência, sua confiança, nas soluções tecnológicas.

“No total, os investimentos e despesas em tecnologia no Brasil feitos pelo setor financeiro em 2017 somaram R$ 19,5 bilhões. Quando comparado a outros setores, o setor financeiro compartilha a liderança dos investimentos em tecnologia com o governo” aponta a Febraban.

A Visa, por exemplo, adota esta prática com o conceito de Open Innovation, que disponibiliza APIs por meio de sua plataforma de desenvolvimento (Visa Developer Center), oferece espaços em várias cidades do mundo para criar e prototipar novas soluções de segurança, cloud e autenticação (os chamados Innovation Studios e Centers), além de fomentar uma mudança no mindset da empresa, que busca aproximar-se das startups parceiras e desenvolver uma nova cultura na empresa.

“Vemos que o impacto principal é que a inovação pode estar presente em todas as áreas de uma empresa e em toda sua hierarquia, trabalhando de forma colaborativa e multifuncional. Outro grande impacto é o que de errar pode ser visto como parte do processo. Aprendemos com as falhas e já partimos para um novo modelo” complementa o VP de Produtos da empresa.

Ou seja, graças à crescente presença tecnológica no dia a dia das pessoas, as empresas financeiras já começam a correr para oferecer soluções compatíveis. Com uso responsável de novas ferramentas, a forma com que os consumidores se relacionam com as instituições financeiras já passa por uma nova revolução que só tem a beneficiar todo o mercado.


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