As redes privativas e a conectividade B2B estão se consolidando como pilares estratégicos da transformação digital no setor corporativo.

Em um cenário de crescente automação industrial, Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial, essas infraestruturas dedicadas oferecem maior eficiência, segurança e inovação para as operações empresariais.

Redes privativas 5G: tendência em expansão

Eduardo Tude, presidente da Teleco, destacou que a adoção de redes privativas 5G já é uma realidade no Brasil, com mais de 60 projetos piloto em andamento.

“Essas redes atendem à necessidade de baixa latência e alta confiabilidade, especialmente em setores como manufatura, energia e agronegócio. Até 2027, o mercado corporativo deve movimentar mais de R$ 5 bilhões em soluções de conectividade privada”, afirmou.

Karina Baccaro, diretora de Vendas B2B da Vivo, reforçou que a conectividade deixou de ser um serviço de suporte para se tornar parte central da estratégia empresarial.

“As redes privativas permitem controle total sobre o fluxo de dados e políticas de segurança personalizadas, algo essencial em um ambiente de transformação digital acelerada”, observou.

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Interoperabilidade e colaboração: os desafios do futuro

Eduardo Massaud, diretor de Novos Negócios da Claro S.A., apontou a interoperabilidade como um dos grandes desafios. “É fundamental garantir que redes privativas possam se integrar a redes públicas, criando um ecossistema conectado e resiliente.”

Alexandre Vallejo, da Nokia, complementou que a escalabilidade dessas redes depende de parcerias estratégicas entre operadoras, integradoras e fornecedores de tecnologia. “A colaboração é o que tornará possível atender à crescente demanda com segurança e performance.”

Juliano Moreira Krziminski, da Deutsche Telekom Global Business Solutions Brasil, destacou o papel do Brasil como um hub regional de inovação em conectividade. “O ambiente regulatório favorável e o interesse de multinacionais têm acelerado os investimentos no país”, afirmou.

Casos Práticos: eficiência e inovação em ação

Gustavo Moura, gerente da Nestlé Brasil, compartilhou os avanços obtidos com redes privativas em centros logísticos. “A comunicação entre sensores, empilhadeiras e sistemas de rastreio ficou mais estável, reduzindo perdas e aumentando a eficiência operacional.”

No setor de mídia, Mauricio Vasconcellos, da Globo Comunicação e Participações S.A., destacou os benefícios em transmissões ao vivo e produções remotas. “A conectividade privativa garante estabilidade e qualidade, permitindo experiências mais interativas.”

Para finalizar o debate que aconteceu durante o Futurecom, Fabiano Funari, da HCLTech Brasil, afirmou que as redes privativas são o alicerce de um novo modelo digital. “Conectividade, automação e análise de dados agora caminham juntas. As empresas que entenderem esse tripé sairão na frente na construção de negócios mais inteligentes e conectados.”