A busca por eficiência operacional tem levado empresas de diferentes setores a repensarem seus processos internos. Nesse cenário, a automação surge como elemento central para reduzir retrabalho, aumentar previsibilidade e garantir maior estabilidade.

Durante a 30ª edição do Futurecom, o engenheiro de redes Leonardo Furtado apresentou uma análise técnica sobre os principais erros recorrentes e os requisitos para alcançar resultados consistentes.

Principais falhas na automação corporativa

Segundo Furtado, a proliferação de scripts redundantes, ausência de padronização e falta de testes de validação estão entre os fatores que comprometem a eficiência. Ele destacou que “as armadilhas são muitas: repetição de scripts que resolvem apenas incidentes pontuais, falta de documentação e aumento da indisciplina operacional”.

Para o especialista, a automação deve ser tratada como parte estratégica da infraestrutura, e não como um conjunto isolado de ferramentas.

Práticas recomendadas para eficiência real

O engenheiro enfatizou a importância da consistência de código, gestão de versionamento e uso de pipelines automatizados. Essas práticas, comuns em ambientes DevOps, ainda são pouco aplicadas fora do setor de tecnologia.

“Sua automação tem que ser capaz de prever todos os possíveis erros e ter uma solução para cada um deles”, reforçou.

Lições das big techs aplicáveis a qualquer empresa

Furtado apresentou paralelos com o modelo operacional das grandes empresas de tecnologia, que desenvolvem automação baseada em métricas de desempenho, redundância e autorreparação.

O especialista destacou que “não é preciso ser uma big tech para pensar como uma, basta estruturar sua automação com engenharia e propósito”.

Mais do que reduzir tarefas manuais, a automação deve ser vista como parte integral da engenharia de sistemas, atuando como fator de continuidade e confiabilidade operacional. Essa visão reforça o papel do Futurecom como espaço de referência para o avanço da automação e da infraestrutura digital no Brasil.