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O futuro das casas inteligentes com o 5G

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Com a iminente implementação da rede 5G no Brasil, a tendência é que planos de casas inteligentes passem a sair cada vez mais do papel.

Há muito o tema das casas inteligentes (ou smart houses, no inglês) tem dominado o imaginário popular. Os primeiros aparelhos que nos deram a sensação dessas novas tecnologias foram as smart TVs, seguidas então por smart geladeiras, máquinas de lavar e assistentes digitais, entre outros.

Mas o conceito de casa inteligente vai muito além. Com a iminente implementação da rede 5G no Brasil, a tendência é a de que esses projetos passem a sair cada vez mais do papel para a residência dos brasileiros. 

Para falar mais sobre o tema e entender mais sobre o futuro das casas inteligentes, conversamos com o professor doutor João Chang Junior, da ESEG, que é engenheiro mecânico e pós-doutor em Administração pela Universidade de São Paulo (USP).

Vamos conferir? Aprenda mais sobre casas inteligentes conosco!

Como funciona a tecnologia das casas inteligentes?

“Os principais avanços para as casas inteligentes é que poderemos dispensar o roteador (WiFi) e poderemos utilizar, ao mesmo tempo e sem prejuízo de velocidade e qualidade de sinal, vários computadores, laptops, aparelhos de games, smart TVs, smartphones, smartwatches”, observa o professor Chang Junior.

Ele complementa citando ainda a importância que a rede 5G trará para as casas inteligentes com o uso de “dispositivos de IoT (Internet das Coisas), tais como, fechaduras eletrônicas, aparelhos de ar condicionado inteligentes, geladeiras inteligentes que fazem a gestão dos itens e emitem ordens de compra para mercados, micro-ondas inteligentes, lâmpadas e leds ligados à internet, assistentes digitais, sistema de alarmes, câmeras de segurança, robôs aspiradores de pó, campainhas com áudio e vídeo ligadas a celulares, etc.”

De que formas esses dispositivos poderão ser úteis em nossas vidas domésticas?

Como vemos, o avanço do 5G e a otimização das conexões domésticas possibilitará um enorme crescimento para produtos e serviços que tragam facilidade no cotidiano dos lares. Segundo o professor, “esses dispositivos podem dar às nossas vidas diz respeito à automação de atividades domiciliares e, muitas vezes, até à tomada de decisão sobre assuntos da administração residencial.”

Chang Junior também aponta para o fato de que a popularização das casas inteligentes possibilitará uma série de benefícios aos moradores, trazendo mais conforto e otimização na administração da casa, assim como no lazer.

“A ajuda que esses dispositivos podem dar às nossas vidas diz respeito à automação de atividades domiciliares e, muitas vezes, até à tomada de decisão sobre assuntos da administração residencial”, explica ele.

Qual será o impacto desse avanço do 5G para a indústria de casas inteligentes?

Conforme aguardamos o esperado leilão do 5G no Brasil e sua implementação em território nacional, empresas já se movimentam para oferecer dispositivos e tecnologias que se beneficiem da nova rede e forneçam opções para as casas inteligentes. 

Neste sentido, o professor Chang Junior acredita que haverá um estímulo na produção e consequentemente redução dos preços, tornando as opções para casas inteligentes mais acessíveis a todos.

“Certamente terá um impacto positivo na indústria de casas inteligentes, principalmente quando equipamentos e tecnologias ficarem mais baratos”, analisa ele.

Chang Junior ainda complementa sobre o fato de que tais tecnologias possibilitam melhor possibilidade no controle de consumo energético, mas analisa que necessitarão também de uma rede de proteção de segurança digital maior.

“Por intermédio de dispositivos inteligentes é possível controlar e reduzir o consumo de energia de uma casa inteligente. O problema é relativo à segurança digital, ou seja, o sistema 5G é mais suscetível à ação de hackers.”

Chang Junior aponta quais são, em sua visão, pontos que fazem desse campo um fator a ser considerado no que se refere à segurança. Segundo ele, as casas inteligentes devem contar com maior proteção pois o 5G:

  • Tem mais pontos de roteamento de tráfego que a tecnologia 4G, exigindo mais pontos de monitoramento; 
  • A maior largura de banda (que significa maior volume de dados e maior rapidez) dificulta o monitoramento de ameaças com as metodologias atuais;
  • A segurança baixa de muitos dispositivos de IoT; 
  • E a falta de criptografia desde o início do processo de conexão dos dispositivos de IoT, que pode facilitar o acesso às informações.

Gostou deste artigo? Então, siga acompanhando o canal Futurecom Digital para mais informações interessantes sobre o futuro das casas inteligentes e o avanço na rede 5G em nosso País!

 

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