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Big Data e IA: facilitando negócios para quem vende e quem compra

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Entenda como tecnologias disruptivas como o Big Data e a IA tendem a revolucionar os negócios em uma era pós-pandemia.

Os impactos da pandemia de Covid-19 foram sentidos no mercado. Trata-se de um período que, de uma vez só, prejudicou produtores e compradores. Empresas e clientes. No entanto, soluções tecnológicas surgem na esteira desse mau momento, apresentando recursos inovadores para reerguer negócios e consumidores. Entre elas, o Big Data e a IA. Não foi por acaso que a discussão avançou bastante nos últimos meses.

Hoje, por exemplo, entender o papel das smart cities no "novo normal" é uma das metas de várias empresas e startups. Isso, claro, potencializado por tecnologias como o Big Data e a IA. Para se ter ideia do seu potencial, elas ajudam até mesmo no combate ao novo coronavírus, servindo de recursos para que startups brasileiras freiem o avanço da contaminação.

Ainda assim, se tratam de aplicações pontuais e específicas. O que as empresas querem entender é o papel real delas na retomada dos negócios — especialmente na esfera digital. Afinal, o que o Big Data e a IA podem fazer por quem compra e vende?

Leia mais: IoT no Brasil: quais são as barreiras e como superá-las?

Como Big Data e IA podem ser usados nos negócios, em especial nos digitais?

Antes de responder, é importante contextualizar.

Hoje, as empresas processam dados em enormes quantidades — especialmente no meio digital. Esse grande "bolo" é o que chamamos de Big Data. E, por meio da IA e de sua constante evolução, as empresas conseguem captar uma parte desses dados, analisá-los e interpretá-los em insights valiosos.

É uma troca contínua que promove um aprendizado em metamorfose, possibilitando que uma empresa encontre novas formas de impactar os consumidores. Para Marcelo Manzano, coordenador acadêmico do MBA em Big Data da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), sem a IA nenhum desses passos seria possível. Ele diz:

“A IA traz uma gama imensa de algoritmos preparados para trabalhar com uma massa grande de informações, buscando padrões, associações, correlações e, com isso, podendo gerar análises preditivas e preemptivas, oferecendo bens de consumo aos seus usuários e consumidores de forma precisa”.

Para o acadêmico, isso muda todo o jogo para os negócios. Afinal, com base nessas informações, eles conseguem benefícios como:

  • Melhorar a cadeia de suprimentos, otimizando processos e métodos logísticos
  • Gerenciar melhor as linhas de produção, consumindo menos matérias-primas e insumos;
  • Garantir menores custos de produção e manutenção, além de aumentar a receita e lucratividade;
  • Aprimorar a relação com os clientes, aumentando a retenção e disponibilizando ofertas mais aderentes.

Já para Bruno Consul, Chief Digital Officer da Neo, a IA é fundamental para os negócios que pensam em automação exponencial. Ele afirma:

“Hoje, as IAs leem contratos, tomam decisões, reconhecem objetos e dirigem carros, para dar alguns exemplos palpáveis. A IA é usada em uma escala gigante, o que beneficia as empresas de uma forma nunca vista. O Big Data é o principal aliado quando falamos em modelagem de dados e treinamento para as IAs. Muito do que conseguimos construir hoje é exatamente devido à quantidade de dados e ao poder computacional que utilizamos”.

Quais vantagens essas tecnologias trazem para quem vende e quem compra?

Esse potencial tecnológico que o Big Data e a IA carregam impacta diretamente a forma como uma empresa responde aos seus arredores: parceiros, clientes e concorrentes.

Para Peter Kreslins, co-fundador e CTO da Digibee, a palavra-chave é "agilidade". Ele diz:

“Respostas ágeis às demandas e oportunidades de negócio, além da possibilidade de realizar ações e campanhas personalizadas, ou seja, específicas para cada indivíduo e não massificadas”.

Personalização. Está aí um ponto crucial nisso tudo. E é justamente o que Consul acredita ser a maior vantagem de abraçar as duas tecnologias. Ele complementa:

“A hiperpersonalização acaba sendo um tópico em alta quando falamos de consumo. Tanto para as empresas, que querem encontrar um consumidor específico, quanto para o consumidor, que recebe ofertas muito mais precisas. Há alguns anos, temos algoritmos de recomendação quando se fala no consumo. Desde uma oferta de palhetas para quem compra guitarras até uma recomendação do que assistir na Netflix, por exemplo”.

O que foi testado e aprovado na pandemia? E o que pode mudar no pós-pandemia?

A pandemia forçou as empresas a reformularem as suas rotinas produtivas, bem como obrigou os consumidores a repensarem os seus comportamentos. No fim das contas, isso significa uma avalanche de mudanças.

Agora, com a perspectiva do pós-pandemia, é preciso avaliar o que deu certo e continuará. Você tem algum palpite? Para Manzano, a pandemia obrigou as empresas a entrarem no processo de digitalização, serem data-driven. Ele cita:

“O que vemos que funcionou e deverá perdurar são os processos digitais que se inseriram no cotidiano dos usuários e consumidores, ou seja, os canais de mensagens [WhatsApp] e os aplicativos para smartphones, sendo esses últimos os que mais tiveram taxas de retorno e sucesso. Mas as vendas online [via browsers] continuarão firmes e fortes”.

O professor Cláudio Pinheiro, coordenador do master de Inteligência Artificial Aplicada aos Negócios da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), ressalta ainda o crescimento de um produto que se encaixa bem na rotina home office. Ele diz:

“[...] O uso de assistentes virtuais para atender à imensa demanda de consumidores por produtos e serviços contratados de forma totalmente digital. Empresas com assistentes virtuais eficientes, como a Magazine Luiza, tiveram as suas vendas aceleradas, além de uma ótima percepção por parte dos clientes, que se sentiram bem atendidos a qualquer momento”.

Por outro lado, Consul afirma que uma das principais mudanças que devem se perpetuar é justamente como as empresas encaram o espaço físico:

“A transformação cultural entra de uma forma acelerada. As empresas olham cada vez mais para o digital. Tivemos que mudar a nossa cultura para muitas questões de trabalho; adotar novas tecnologias e repensar a maneira que trabalhamos”.

No entanto, Pinheiro faz uma ressalva: é preciso considerar essas tecnologias, mas também entender como melhorá-las.

“O uso dos dados de forma adequada gera vantagem competitiva, pois nos permite segmentar e classificar de maneira mais eficiente os clientes e entender as relações entre as diversas variáveis de um negócio e do mercado. Nos auxilia a prever melhor a demanda e, inclusive, as vendas futuras; a realizar ofertas mais interessantes. Em suma, a fazer todo o trabalho de forma mais eficiente, com melhores resultados”.

Qual é o futuro do comércio com o uso dessas e de outras tecnologias disruptivas?

A adoção de tecnologias como o Big Data e IA promete mudar para sempre a forma de se fazer negócios. Na verdade, se você olhar atentamente, já é possível ver esses efeitos.

No entanto, na esfera macro, é preciso aguardar. Quanto tempo? Provavelmente pouco.

Na opinião de Kreslins, a disrupção por meio do Big Data e da IA impactará diretamente a experiência de compra. Ele diz:

“Será uma experiência cada vez mais personalizada, feita sob medida e pensada para cada perfil de consumidor. Nada mais será genérico”.

Consul crê que as melhorias serão sentidas especialmente no ambiente digital. Que, para o executivo serão, o futuro dos negócios — o local perfeito para quem compra e vende. Ele conclui:

“O comércio, assim como as outras empresas, adota cada vez mais os canais digitais. Seja para a venda efetiva de um produto ou para o atendimento de uma maneira cada vez mais digital. As empresas vão repensar as suas lojas e a adoção cada vez maior do meio digital, bem como o pensamento da experiência do consumidor de uma maneira mais ampla. Nos canais digitais, a concorrência acaba sendo maior e sem olho no olho. Os consumidores vão migrar de uma maneira exacerbada para aquelas empresas que oferecerem uma experiência rica e cada vez mais fluida”.

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