Durante o Futurecom 2025, o painel “Estratégias de Inovação que Desafiam o Status Quo” trouxe reflexões importantes sobre como a inovação vai além da aplicação de novas tecnologias. Os especialistas destacaram que a verdadeira transformação exige uma revisão de mentalidades, processos e estruturas organizacionais.
Vanessa Guitta, da Elas Projetam Desenvolvimento Profissional, afirmou que “a inovação começa por pessoas que se sentem empoderadas para questionar o que sempre foi feito”. Segundo ela, criar um ambiente organizacional que valorize a experimentação e a criatividade é tão essencial quanto investir em hardware ou software.
Victor Montenegro, da Huawei Brasil, reforçou essa visão ao apresentar dados que mostram o impacto da conectividade digital e da inovação social no país. Ele destacou que “hoje temos presença em 100% dos estados brasileiros e mais de 200 parceiros em instituições de ensino para qualificação e oportunidade”, demonstrando que a inovação precisa integrar tecnologia, negócios e propósito social.
Fabíola Carneiro Prado Silva, do Inatel, complementou que “inovação precisa ser transversal e estratégica, capaz de gerar impacto econômico e, ao mesmo tempo, relevância social”. Essa abordagem é cada vez mais exigida pelo mercado, que busca soluções que vão além do simples avanço tecnológico.

Dados que sustentam a transformação
Estudos apresentados no evento reforçam o cenário promissor para a inovação no Brasil. No segundo trimestre de 2025, o país adicionou 3,5 milhões de novas conexões de banda larga por fibra (FTTH), e o 5G já alcança mais de 1.640 cidades. Esses números mostram que o ambiente tecnológico está preparado para mudanças significativas, mas, como os painelistas alertaram, “a tecnologia por si só não é a resposta final”.
Cultura de experimentação e colaboração
Outro ponto central do debate foi a importância de uma cultura de experimentação e de um ecossistema colaborativo. Casos de empresas que adotaram squads multidisciplinares, prototipagem rápida e tolerância ao erro foram destacados como exemplos de sucesso.
Vanessa Guitta ressaltou que “a abertura ao risco é o cimento da inovação real”. Victor Montenegro também mencionou o sucesso da nuvem nacional da Huawei, que “registrou crescimento de 15 vezes em cinco anos no Brasil”, um exemplo claro de como abraçar a mudança pode gerar resultados expressivos.
O desafio de ser inovador
O painel concluiu que o grande desafio para o mercado brasileiro não é apenas implementar inovação, mas transformar a inovação em uma prática contínua. Como destacou Fabíola Carneiro, “para inovar de verdade, é preciso desafiar o conforto e reinventar o próprio jeito de pensar”. Com um ambiente tecnológico já maduro, cabe às lideranças fomentar uma cultura que permita que essa mentalidade inovadora floresça.
Essa abordagem estratégica e cultural é o que pode diferenciar empresas que apenas acompanham tendências daquelas que realmente lideram transformações no mercado.