A Inteligência Artificial (IA) está em uma nova fase, marcada pela capacidade não só de analisar informações, mas também de criar conteúdos originais e automatizar decisões complexas.
Essa revolução, impulsionada pela IA generativa, já impacta setores como saúde, finanças e indústria, trazendo novos níveis de eficiência e personalização. Por isso, é importante ter atenção com os impactos que isso ocasiona.
Para entender como essa tecnologia está mudando os negócios, o Futurecom Digital conversou com Marco Giroto, fundador da SuperGeeks e da SprintHub.
Que tal saber mais sobre o assunto? É só prosseguir com a leitura e ficar por dentro das tendências sobre IA generativa.
Inteligência Artificial generativa: entenda o que é e como funciona
Tradicionalmente, a Inteligência Artificial se destacou pela análise de dados, reconhecimento de padrões e suporte a decisões baseadas em informações históricas. No entanto, segundo Giroto, a IA generativa representa uma evolução desse conceito:
“Enquanto a IA tradicional é uma excelente analista, a IA generativa cria algo novo. Ela é alimentada por modelos de linguagem avançados, os chamados Large Language Models (LLMs), treinados com volumes imensos de textos, imagens, sons e códigos”, explica.
Na prática, isso significa que ferramentas como chatbots inteligentes, geradores de imagens e sistemas de desenvolvimento de software automatizado são exemplos concretos do poder dessa tecnologia.
Para os gestores, a IA generativa se comporta como um colaborador virtual, capaz de executar tarefas criativas e estratégicas com velocidade e precisão.
IA generativa na tomada de decisões estratégicas
A aplicação da automação na análise de cenários corporativos ganha uma nova dimensão com a IA generativa.
Giroto destaca que ela se tornou uma ferramenta indispensável para gestores, especialmente pela capacidade de simular resultados e acelerar processos de escolha.
Pense, por exemplo, em uma empresa prestes a lançar uma nova campanha de marketing. Com a IA generativa, é possível criar múltiplas versões de anúncios, imagens e vídeos, testar suas performances de forma preditiva e escolher a melhor estratégia antes mesmo de investir recursos.
Além disso, a tecnologia permite que gestores “conversem” com os dados corporativos, simplificando análises complexas.
“Um gestor pode pedir à IA, em linguagem natural, que resuma relatórios extensos, destaque pontos críticos em pesquisas de satisfação ou sugira planos de ação com base nos resultados de vendas. Isso torna as decisões mais rápidas, embasadas em dados concretos e menos sujeitas a vieses humanos”, afirma Giroto.
Essa capacidade está diretamente ligada ao conceito de análise preditiva, permitindo que empresas prevejam tendências e ajam de forma proativa.
Machine learning e automação em diferentes setores
A combinação de machine learning, análise preditiva e IA generativa já transforma mercados essenciais.
Giroto cita exemplos práticos que demonstram como a tecnologia está sendo aplicada:
Saúde digital
Na saúde, a IA generativa atua em duas frentes: pesquisa avançada e atendimento direto ao paciente.
Ela já está sendo usada, por exemplo, para simular interações de moléculas, acelerando a descoberta de novos medicamentos.

No atendimento, auxilia médicos na redação automática de prontuários e laudos, otimizando o tempo dedicado à análise clínica.
“Hoje, já existem sistemas capazes de criar planos de tratamento personalizados com base no histórico e no perfil genético de cada paciente, além de chatbots que fazem triagens iniciais, desafogando os serviços de saúde”, diz Giroto.
Setor financeiro
A segurança digital é uma das maiores beneficiadas. Algoritmos generativos conseguem detectar fraudes em tempo real, com precisão superior aos métodos tradicionais.

O atendimento ao cliente também é beneficiado: assistentes virtuais oferecem consultoria financeira personalizada 24 horas por dia, melhorando a experiência do usuário e reduzindo custos operacionais.
No campo dos investimentos, a IA gera e analisa estratégias complexas de mercado, ajudando gestores a identificar riscos e otimizar carteiras de forma contínua.
Indústria e design generativo
Na indústria, o design generativo permite que engenheiros insiram parâmetros como peso, resistência e tipo de material.
A IA generativa para indústria, então, gera centenas de opções otimizadas, muitas vezes com soluções inovadoras que dificilmente seriam concebidas por humanos.

Além disso, sensores conectados a sistemas de machine learning permitem prever falhas em equipamentos e criar planos de manutenção preditiva, reduzindo paradas inesperadas e aumentando a produtividade.
Tendências: multimodalidade e agentes autônomos
O futuro da IA generativa caminha para uma integração ainda mais profunda com os negócios. Uma das principais tendências é a IA multimodal, capaz de trabalhar simultaneamente com texto, imagem, áudio e vídeo.
“Imagine dar um comando de voz para a IA analisar um vídeo e, a partir dele, gerar uma apresentação completa, com texto e imagens. Essa integração trará uma experiência ainda mais intuitiva para os usuários”, prevê Giroto.
Outro avanço promissor são os agentes de IA autônomos. Diferentemente dos sistemas atuais, que dependem de comandos pontuais, esses agentes serão capazes de executar tarefas complexas de ponta a ponta.
Por exemplo, um gestor poderá solicitar: “Organize uma viagem de negócios para o próximo evento em São Paulo”. O agente cuidará de tudo, da pesquisa de voos à reserva de hotéis, passando pelo agendamento de reuniões e criação do itinerário.
Hiperpersonalização como diferencial competitivo
No mundo corporativo, a hiperpersonalização será um diferencial estratégico. Essa abordagem permitirá criar experiências únicas para clientes, colaboradores e parceiros.
Na educação, plataformas adaptativas ajustarão trilhas de aprendizado em tempo real. Já na tecnologia, a IA será capaz de escrever códigos complexos de forma autônoma, acelerando o desenvolvimento de produtos e serviços.
“Acredito que a IA generativa será um verdadeiro copiloto para todas as profissões, ampliando nossa capacidade criativa e nos permitindo focar no que é mais estratégico e humano”, afirma Giroto.
Adaptação: uma necessidade urgente para gestores
Com a velocidade das mudanças, Giroto alerta que não se adaptar à IA é um risco para qualquer profissional ou empresa.
“As pessoas que não aprenderem a usar a IA a seu favor serão substituídas por ela. O aprendizado sobre essa tecnologia deve começar cedo”, destaca.
Para os gestores, isso significa investir em capacitação contínua, criar uma cultura orientada a dados e buscar ferramentas que potencializem a automação sem perder o olhar humano nas decisões estratégicas.
Os gestores que compreenderem esse cenário e adotarem a tecnologia como parceira estratégica estarão mais preparados para enfrentar os desafios e explorar as oportunidades da nova economia digital.