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Os desafios para se implantar o novo Core da 5G

O 5G está chegando. Em agosto de 2019 já existiam redes 5G em operação comercial de 56 operadoras em 32 países. A Coréia atingiu em 9 de setembro a marca de 3 milhões de celulares 5G.

O objetivo maior destas primeiras implantações da tecnologia 5G é o aumento de velocidade/capacidade, diminuindo o custo por bit da operadora e viabilizando a entrega de cotas de dados mais altas aos usuários. Para tanto, o novo radio (5GNR) está sendo conectado ao Core 4G em uma configuração denominada “Non Standalone”.

A maior parte das novas aplicações, como as que utilizam redes privadas virtuais (slicing) e necessitam garantia de latência fim a fim, só serão, no entanto, viabilizadas quando for implantado o novo 5G Core.

O novo 5G Core representa um passo corajoso da comunidade de telecomunicações na “softwarização” das suas redes. Foram abandonadas funções lógicas monolíticas tradicionais que usavam protocolos centrados em telecomunicações, como o Diameter, para se comunicar adotando uma arquitetura “baseada em serviço”. A utilização de APIs permitirá ampliar a utilização de código aberto (Open Source) na sua implantação.

O novo 5G Core é cloud nativo, sendo, portanto, distribuído (Statelessness), modular e conteinerizado. Ele viabiliza uma arquitetura distribuída com a utilização de Edge Computing, de forma a viabilizar a garantia de baixa latência e redes privadas virtuais. As operadoras terão, no entanto, que migrar para containers as funções que foram virtualizadas em máquinas virtuais, como VMware.

A implantação do Core 5G coloca um dilema para as operadoras. Adquirir o Core 5G de um único fornecedor, o que implica em uma implementação mais rápida e menos complexa, ou adotar uma abordagem multivendor com a integração feita pela operadora. Operadoras globais como a AT&T e a Telefônica estão adotando uma abordagem multivendor, enquanto as demais operadoras tendem a adotar um único fornecedor para o Core 5G.

* Por Eduardo Tude, colunista da Futurecom Digital e, desde 2002, presidente e sócio da empresa de consultoria Teleco. Engenheiro de Telecom (IME 78) e Mestre em Telecom (INPE 81) é membro da Comissão julgadora do Global Mobile Awards do Mobile World Congress em Barcelona e ocupou várias posições de Direção em empresas de Telecom em áreas como Sistemas Celulares (Ericsson), Redes Ópticas (Pegasus Telecom) e Satélites (INPE).
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