A adoção de inteligência artificial é apontada como estratégica para empresas de diferentes segmentos até 2020. Para o mercado segurador, ela significa maior personalização de apólices, redução dos custos operacionais e melhor experiência do usuário.
Como mostram os dados de 2017 da TCS (Tata Consultancy Services), a indústria de seguros saiu na frente e é a área que mais investe na tecnologia, com o uso de inteligência artificial sendo uma realidade para 85% das companhias no mercado de seguros. Com investimento médio de US$124 milhões em sistemas com a tecnologia, as seguradoras irão transformar a forma como prestam seus serviços dentro de dois anos, mudança esta que já está em curso.
“Temos casos reais com mais de cinco anos em que seguradoras já utilizam inteligência artificial para acelerar o processo de sinistro por acidentes pessoais, realizando pensamentos análogos aos humanos e analisando variados tipos de informações não estruturadas como textos, vídeos e imagens, conseguindo reduzir um procedimento que durava horas a alguns segundos”, afirma líder de Seguros na Accenture para Brasil e América Latina, Hugo Assis.
Como as seguradoras criam seus produtos
As seguradoras desenvolvem seus produtos a partir do histórico de ocorrências, tarefa que depende da detecção de padrões demográficos – trabalho que pode custar muito tempo e dinheiro. Com a automação dessa análise, o valor do prêmio dos seguros passa a ser calculado em tempo real e de forma personalizada, com produtos sob medida chegando às prateleiras virtuais. Além disso, a inteligência artificial pode comparar os preços praticados pela empresa com os da concorrência, e oferecer cotações mais vantajosas dos seus serviços.