Cloud Computing, ou simplesmente computação em nuvem: certamente você já se deparou com essa tecnologia que já faz parte da rotina da sociedade. Mas além da área de entretenimento, negócios e demais funções cotidianas, grandes avanços vêm sendo conquistados quanto ao uso da tecnologia de nuvem na indústria.
Devido à indústria 4.0, a tecnologia de nuvem na indústria vem trazendo benefícios, sendo aplicada para trazer melhorias para muitos processos.
Quando bem adotada, a tecnologia de nuvem permite que indústrias imprimam mais funcionalidades no seu dia a dia, ajudando a adequação ao conceito 4.0, ao passo que também fornece infraestrutura para simplificar processos, agilizar a comunicação e gerar dados em tempo real.

Como surgiu a tecnologia de nuvem?
Por definição, computação ou tecnologia de nuvem representa a entrega de recursos computacionais através de modelos como IaaS (infraestrutura), PaaS (plataformas) e SaaS (aplicações), pela internet, de forma ágil e sob demanda.
Dessa forma, para Wellington Carvalho, Arquiteto de Software de IBM Cloud, a tecnologia de nuvem tem por função transformar componentes complexos de TI em utilitários.
“Essa tecnologia permite que o usuário faça uso de recursos de computação sem a necessidade de instalá-los nem mantê-los localmente, democratizando o acesso a tecnologias que antes eram restritas a grandes empresas e altos investimentos”, salienta o especialista.
Para o usuário, o serviço de nuvem é bastante simples e engloba o provedor e o receptor: o provedor (a nuvem) armazena uma quantidade enorme de informações, sendo responsável por analisá-las e distribuí-las. Do outro lado, há a receptor, que utiliza estas informações.
Com essa tecnologia, a nuvem revolucionou o uso de dados, principalmente por proporcionar total acesso a um documento ou informação, sem a necessidade de tê-lo armazenado na própria máquina.
Essa tecnologia ganhou popularidade após a explosão da Internet (que viabilizou a fácil comunicação entre servidores remotamente localizados). “Hoje, é impossível passar um dia sem tocar em algo que utilize a computação em nuvem. Dois simples exemplos são serviços como a Netflix e WhatsApp. Quem vive sem?”, questiona Carvalho.
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Como a tecnologia de nuvem se tornou um catalisador da Indústria 4.0?
Todo profissional que trabalha na área sabe que a Indústria 4.0 avança em diversas vertentes, que estão revolucionando a maneira como as empresas fabricam produtos e realizam a integração de dados de logística para uma distribuição impecável.
Diante da rápida transformação digital presenciada no atual cenário, empresas são obrigadas a integrar tecnologias, como digitalização e automação de processos, Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial em todas as suas operações.
Neste cenário, a tecnologia de nuvem na indústria é o grande catalisador para essas tecnologias: “Ela funciona como uma plataforma de inovação, conectando diferentes tecnologias, facilitando o seu acesso e as transformando em valor para o negócio”, salienta o arquiteto de software de IBM Cloud.
Os princípios da Indústria 4.0 (interoperabilidade, virtualização, descentralização, dados em tempo real, orientação à serviço e modularidade) se confundem com os da computação em nuvem na indústria, demonstrando o forte relacionamento entre esses paradigmas.
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Aplicações e benefícios da tecnologia de nuvem na indústria
Não resta dúvidas de que o uso da nuvem na indústria permite que o setor imprima muito mais funcionalidades durante as atividades diárias. Para explicar os benefícios de computação em nuvem, Wellington Carvalho cita uma frase de Mark Benioff:
“Se alguém me pergunta o que é computação em nuvem, tento não me prender a definições. Eu digo a eles que, simplesmente, a computação em nuvem é a melhor maneira de rodar seus negócios.”

Baseado nisso, a computação em nuvem está sempre associada a três benefícios, que também se confundem com os da indústria 4.0: eficiência operacional, agilidade e inovação.
Os principais benefícios desse avanço tecnológico são:
- Aumento da automação, buscando uma maior eficiência operacional;
- Redução de custos;
- Agilidade na produção;
- Aumento da velocidade do acesso à informação;
- Maior segurança, principalmente porque os provedores investem em sistemas que protejam as informações que gerenciam.
- Coleta e uso dos dados de sensores de IoT para garantir o monitoramento e controle em tempo real, permitindo uma melhor tomada de decisão, buscando inovação na cadeia de produção e em toda sua operação.
“A computação em nuvem está para a indústria 4.0 assim como o arroz está para o feijão. É a combinação perfeita!”, finaliza Carvalho.
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*Conteúdo criado pela equipe da A Voz da Indústria, clique aqui para acessar o artigo original.
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