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Inteligência Artificial na segurança pública: vantagens e desafios

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O assunto é bem relevante, tendo em vista que os recursos computacionais podem ajudar a prevenir e solucionar crimes. Confira mais neste artigo!

A Inteligência Artificial (IA) já faz parte das nossas vidas cotidianas em diversos formatos. Você pode encontrá-la quando acessa um e-commerce e já consegue ver os produtos que mais agradam o seu perfil, no  alarme de ré do automóvel, entre outras situações. Porém, quando falamos no uso da IA na segurança pública, deve-se realizar uma análise mais aprofundada para compreender as vantagens e desafios.

O assunto é bem relevante, tendo em vista que os recursos computacionais podem ajudar a prevenir e solucionar crimes, por exemplo. Nos próximos anos, a polícia deverá começar a usar de forma intensa os sistemas de inteligência artificial na segurança pública.

Ouvimos dois especialistas no assunto, que trouxeram importantes contribuições. São eles:

  • Marcio Aguiar: diretor da NVIDIA Enterprise para a América Latina; e
  • Sergio Nunes: vice-presidente sênior da divisão de Segurança, Infraestrutura e Tecnologias Geoespaciais da Hexagon na América do Sul.

Prossiga com a leitura e veja o que esses nomes pensam sobre os benefícios e desafios da IA na segurança pública.

Os benefícios da inteligência artificial na segurança pública

Os benefícios que o uso da IA na segurança pública proporciona são muitos. Aguiar apresenta alguns exemplos: “As técnicas de Inteligência Artificial podem beneficiar para encontrar pessoas desaparecidas, na análise de dados ou até para combater o crime organizado”.

O especialista explica que tudo isso é feito por meio da utilização de câmeras inteligentes, controles de acesso ou reconhecimento facial. Ele ressalta, no entanto, que é de extrema importância que as equipes da polícia sejam muito bem treinadas para usar esse tipo de tecnologia.

Nunes, por sua vez, acredita que a agilidade na solução dos casos é uma das principais contribuições da IA para a sociedade:

“A Inteligência Artificial pode beneficiar organizações de segurança pública municiando os profissionais dessas organizações com informações relevantes e em tempo real para que possam tomar decisões mais rapidamente”, diz o representante da Hexagon.

Ele também afirma que: “A Inteligência Artificial atua como um segundo par de olhos, constantemente conectando pontos em tempo real para liberar os profissionais da linha de frente para se dedicarem ao incidente em questão e às pessoas envolvidas”.

Desafios a serem superados ao usar a IA para a segurança pública

Em termos de desafios, Nunes acredita que as organizações de segurança pública estão enfrentando o que chamamos de ponto cego.

“Enquanto muitas organizações de segurança pública têm adotado relatórios e ferramentas avançadas de inteligência de negócios, o atraso entre o tempo que o dado é capturado e então disponibilizado para análises significa que há um gap, também conhecido como ponto cego operacional”, comenta o especialista.

Ele acredita que o uso da IA assistiva, que identifica padrões, similaridades e tendências pode ser uma solução para esse problema. A tecnologia funcionaria como um detector de pontos cegos operacionais.

Aguiar também nos apontou desafios para o uso da IA na segurança pública, que estão relacionados a limitações da tecnologia. O representante da NVIDIA apresentou uma situação que é conhecida como racismo algorítmico.

Em suas palavras: “Muitas empresas com as quais nós trabalhamos em conjunto estão aprimorando o que chamamos de ‘racismo algorítmico’, que é o caso em que uma aplicação reconhece rostos brancos, mas não consegue interpretar atributos de rostos pretos”.

Ele explica que já estão se desenvolvendo meios para solucionar essa e outras questões, para que o uso da IA na segurança pública seja realmente eficiente.

Privacidade: um tópico importante ao usar IA na segurança pública

Um tópico que sempre vem à tona quando falamos em IA na segurança pública são as questões que envolvem a privacidade.

Aguiar explica que, para evitar problemas desse tipo, é necessário seguir à risca o que a legislação diz sobre o tema. Ele cita que no Brasil, por exemplo, temos a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Indo ao encontro desse discurso, Nunes aponta a necessidade de conhecer bem as políticas de quem presta esse tipo de serviço: 

“Se uma organização de segurança pública estiver envolvida com fornecedores de tecnologia, recomendamos que façam a devida diligência para garantir que a IA esteja sendo usada de maneira ética, assegurando a privacidade dos indivíduos”, orienta.

A tecnologia se desenvolve em diversos âmbitos, sendo o uso da inteligência artificial na segurança pública um caminho dos mais interessante para solucionar crimes e resolver casos de polícia, em geral.

Gostou do nosso artigo e quer saber mais? Então, siga se informando em nosso conteúdo que explica como órgãos de segurança e fiscalização se beneficiam da inovação.

 

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