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Equipamentos com IoT otimizam instalações de saúde

Enquanto enfrentamos uma das situações mais atípicas e inesperadas do último século, uma questão vem à mente dos profissionais e interessados por tecnologia da saúde: como as inovações do mundo moderno e o uso da IoT na saúde podem ajudar no desenvolvimento da área médica?

Enquanto enfrentamos uma das situações mais atípicas e inesperadas do último século, uma questão vem à mente dos profissionais e interessados por tecnologia da saúde: como as inovações do mundo moderno e o uso da IoT na saúde podem ajudar no desenvolvimento da área médica?

 É claro que, ao analisarmos com atenção, verificamos que a evolução da medicina está intimamente ligada aos avanços tecnológicos. Mas como podemos integrar aspectos inovadores de nossa era — como a Internet das Coisas (IoT) — nessa busca por soluções que ajudem a combater pandemias, enfermidades e outras situações relacionadas à saúde e que acometem a sociedade como um todo?

Para tentar responder essa pergunta, conversamos com Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), entidade dedicada à fomentar e promover o desenvolvimento da IoT no País.

“Se você pensar na relação da Internet das Coisas com a saúde, existem muitas coisas sendo criadas. Ultimamente estamos ouvindo falar muito da questão de achatar a curva, o que é medido com estatísticas, mas também com sensores para realizar a coleta de dados; e claro que isso seria muito mais eficiente se houvessem mais sensores e se estivéssemos mais preparados”, explica.

A IoT na saúde como lição para o futuro

Para o presidente da ABINC, alguns dispositivos e criações já existentes podem ser úteis para que a tencologia seja uma aliada nesse desafio. Entretanto, ele reitera que a rapidez com que o atual cenário ocorreu foi um impeditivo para que a IoT na saúde pudesse ser aplicada de imediato.

“Existem máscaras que podem medir o nível de infecção, entre outras diversas coisas que estão aparecendo. Outro lado interessante é que hoje você tem equipamentos, como home care, que são sensorizados e que podem disponibilizar informações úteis para contar o avanço da doença. Mas, como tudo ocorreu com muita rapidez, não houve tempo hábil de se aplicar essas coisas um pouco mais elaboradas”, afirma Spaccaquerche.

A IoT na saúde que já é realidade

Apesar dos obstáculos que se apresentaram no atual momento para uma mais ampla utilização da IoT na saúde, algumas criações já tem contribuído para a melhoria do setor em um momento tão crítico para a humanidade.

Um exemplo interessante é o Sensor de Presença lançado em 2019 pela Khomp. Através da captação de movimentos, o dispositivo envia a informação coletada para o gateway de telemetria via protocolo IEEE 802.15.4.

Os dados são então utilizados para realizar ações pré-configuradas, como abertura e fechamento de portas, o que pode ser especialmente útil em casos de vírus contagiosos, como o que estamos enfrentando, assim como para ambientes refrigerados onde são estocados produtos como medicamentos ou vacinas.

Ainda no âmbito dos remédios e vacinas, a IoT na saúde também pode ser utilizada para garantir um transporte adequado, permitindo com que esses insumos cheguem aos que necessitam com maior eficiência. Recentemente, startups brasileiras também anunciaram inovações que utilizam a tecnologia para frear a pandemia do coronavírus (COVID-19).

O uso de dados no combate à doenças e condições

Boa parte dos dispositivos que utilizam IoT também se vale da coleta e aplicação de dados. O mesmo ocorre quando tratamentos de saúde. Um exemplo interessante é o projeto Blue Sky, criado em parceria pela gigante tecnológica IBM e pela empresa farmacêutica Pfizer para monitorar o avanço de sintomas de doenças como Parkinson.

Em cojunto com a IoT, a coleta e análise de dados otimiza procedimentos como a realização e acompanhamento de exames, que podem ser registrados de forma digital e comparados com um banco de dados; no desenvolvimento de sensores contra condições de saúde, como aparelhos que monitoram níveis de glicose para diabéticos e dispositivos que monitoram  batimentos cardíacos; e em inovações ainda em processo de pesquisa e testes, como lentes de contato inteligentes que monitoram níveis de açúcar por meio das lágrimas.

A telemedicina como avanço contra a pandemia

Enquanto especialistas em ciência e tecnologia da saúde se unem para desenvolver soluções de curto prazo que nos ajudem a contornar o atual momento, algumas pessoas se questionam se, para que o Brasil participe desses avanços, é preciso que a rede 5G esteja implementada.

Programada para começar a ser utilizada no território nacional nos próximos anos, a conexão irá melhorar diversos aspectos da tecnologia já existentes, incluindo os que se referem à saúde, mas, para Paulo Spaccaquerche, podemos continuar realizando avanços tecnológicos com as atuais redes.

“Existe uma lenda de que o IoT precisa do 5G, e isso não é verdade. O 5G vai propiciar um IoT obviamente melhor, mas ele será mais importante para alguns nichos específicos. Por exemplo: o nicho de telemedicina, que acabou sendo liberado pela questão da pandemia, tem funcionado bem com as atuais redes. Agora, para a telemedicina específica, como operações e outros procedimentos mais complexos, o 5G será fantástico”, conclui o presidente da ABINC.

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