Futurecom faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Open Banking: desafios com a proteção de dados da LGPD

Open banking desafios com a proteção de dados da LGPD.jpeg
O princípio básico do Open Banking é a autorização do cliente para que uma instituição financeira compartilhe seus dados com outra instituição. Leia mais!

O Open Banking pode ser definido como um processo em que o sistema bancário se abre, permitindo que as informações de seus produtos, dados cadastrais e transacionais sejam compartilhados entre as instituições. Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em vigor, no entanto, essa prática exige novos cuidados.

Claudio Pasqualin, diretor de desenvolvimento de negócios da TransUnion Brasil, companhia global de soluções de informação e insights de dados, explica que o Open Banking reflete uma tendência global de maior controle do consumidor sobre os seus dados.

Para o especialista, o Brasil está dando passos largos nesse processo e saindo na frente de outros países. “O Banco Central tem mostrado grande iniciativa e liderança nesta transformação”, diz.

Se você quer saber mais sobre o Open Banking e os desafios da proteção de dados da LGPD, leia os tópicos a seguir! Trouxemos informações valiosas sobre o tema. 

Open Banking e segurança: entenda essa relação

Muitos clientes desconfiam do Open Banking, pensando que essa não é uma operação segura. No entanto, na visão de Pasqualin, o processo tem bastante segurança.

“O princípio básico do Open Banking é a autorização do cliente para que uma instituição financeira compartilhe seus dados com outra instituição. Essa autorização é feita de forma digital e requer autenticação, que segue os mesmos meios pelos quais os clientes se autenticam com seus bancos no internet banking, no computador ou por aplicativo”, explica o especialista.

Porém, Pasqualin faz um alerta: “Por outro lado, é razoável esperar o surgimento de golpes usando o tema Open Banking como pano de fundo. Cabe ao consumidor avaliar com quem está lidando, evitar ofertas ‘boas demais para serem verdade’ e considerar sempre com quem está compartilhando seus dados”.

Cuidados do Open Banking para instituições financeiras com a LGPD

Uma preocupação tida pelas instituições financeiras, no que se refere ao Open Banking, é a adequação com a LGPD, que já está vigorando em nosso país. Afinal, a nova legislação impõe uma série de itens que devem ser seguidos pelas empresas que armazenam, tratam e compartilham dados de pessoas físicas e jurídicas.

No entanto, não há motivo para grandes preocupações, se a Lei for seguida à risca. Na visão de Pasqualin: “A troca de dados no Open Banking está perfeitamente em linha com a LGPD, uma vez que uma das bases legais para o tratamento de dados, segundo a legislação, é o consentimento do consumidor”.

Logo, se o cliente permitir que os seus dados sejam compartilhados entre as instituições, não há infração. O que deve ser feito é sempre solicitar essa autorização expressa do usuário.

Benefícios do Open Banking para os clientes

Os clientes dos bancos e fintechs podem se beneficiar com a prática do Open Banking. Isso porque as instituições financeiras terão acesso a um histórico de dados que podem mostrar se uma pessoa é boa pagadora ou não, por exemplo. Assim, pode ser mais fácil conseguir crédito, fazer empréstimos, contratar um financiamento etc.

Pasqualin explica: “Para o cliente, o compartilhamento é algo que ele autoriza com o objetivo de facilitar uma instituição a conhecê-lo e, dessa forma, oferecer produtos mais adequados ao seu perfil. Quando eu digo ‘conhecer melhor', me refiro a compreender suas preferências, risco, perfil de consumo e de uso de produtos na outra instituição. Tudo isso deve ocorrer de forma muito rápida e ágil. Da mesma forma, as empresas têm a chance de criar produtos ou ajustar suas ofertas existentes para atender melhor os diversos perfis de usuários”.

O Open Banking é um recurso benéfico para ambas as partes, clientes e instituições bancárias. Quem opera esse serviço nos bancos, no entanto, deve se atentar para o cumprimento da LGPD.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, leia agora o nosso conteúdo que fala sobre como o Open Banking é um caminho sem volta e repleto de possibilidades para os consumidores.

Nos dias 8 a 11 de novembro ocorrerá o Futurecom Digital 2ª edição, inscreva-se para acompanhar as principais tendências do setor payment! 

Ocultar comentários
account-default-image

Comments

  • Allowed HTML tags: <em> <strong> <blockquote> <br> <p>

Plain text

  • No HTML tags allowed.
  • Web page addresses and e-mail addresses turn into links automatically.
  • Lines and paragraphs break automatically.
Publicar