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O que o setor do turismo pode te ensinar sobre adaptação à disruptura

O que o setor do turismo pode te ensinar sobre adaptação à disruptura

O presidente do Skål International São Paulo , Aristides de La Plata Cury, acredita que o setor do turismo foi o primeiro mercado a sentir os efeitos da disruptura, antes mesmo desse conceito/palavra se popularizar; na década de 1990, quando agências de viagem passaram a competir com os então recém-criados sites das companhias aéreas, fazendo com que essas empresas passassem a trabalhar diretamente com o mercado sem a necessidade de intermediários.

“Aos poucos, a disruptura está chegando a todos os setores”

E as mudanças continuam: as companhias aéreas agora estão fechando seus escritórios e permitindo que alguns de seus profissionais atuem home office; os hotéis têm de lidar com aplicativos de viagem e as agências precisaram se reinventar, tornando-se consultorias de viagem. “Quer usar suas milhagens? Busca um destino diferente? Sei quem pode te ajudar lá”, exemplifica Cury.

“Quem era meramente intermediário ficou no meio do caminho”

A venda da “experiência” é algo que tem ajudado as agências a continuarem a vender. Ainda que atrações turísticas tradicionais ofereçam a possibilidade de visitas virtuais, com ferramentas de realidade aumentada e realidade virtual, por exemplo, chama-se a atenção do turista para “qual é a sensação de estar lá? ” ou “qual o cheiro do lugar? ”, segundo o presidente do Skål International São Paulo é esse grau de detalhes que motiva a pessoa a visitar “pessoalmente” o lugar.

E é justamente essa busca por “experiência” que tem atraído às agências de viagens um público novo e antes alheio a essas lojas: os millennials. Embora possam comprar seus bilhetes de voo utilizando aplicativos, quando vão fazer a “viagem de suas vidas” para algum lugar novo ou se pretendem ficar por lá por muito tempo, eles têm procurado pela ajuda das agências. O movimento ainda é tímido mas tem chamado a atenção do mercado.

Quanto ao futuro oferecido pela disrupção, Cury comenta que não é possível prever as mudanças; “ninguém sabe se estamos no meio ou no começo do processo”, comenta. O presidente do Skål International São Paulo brinca que esse é a definição de ansiedade: “o que se fazia antes já não funciona, mas também ninguém sabe o que deve ser feito daqui para frente”.

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