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Como anda adoção de novas tecnologias é desafio pelo produtor rural brasileiro

Como anda adoção de novas tecnologias é desafio pelo produtor rural brasileiro?

De acordo com o estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), grandes produtores são os primeiros a adotar novas tecnologias no processo produtivo, principalmente devido à grande escala de produção e à alta capacidade de investimento. Para pequenos e médios produtores, as associações e as cooperativas do setor têm um papel importante no sentido de estimular a adoção de novas tecnologias, por meio da organização de grupos de proprietários rurais ou consórcios para compartilhamento de soluções tecnológicas, como infraestrutura de conectividade e equipamentos agrícolas.

Além disso, pesquisa da ABMRA (Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio), sobre os hábitos do produtor rural, mostra que cada vez mais o produtor adota tecnologias e está conectado; dos 2.090 agricultores e 717 pecuaristas entrevistados, distribuídos nos 15 principais estados produtores brasileiros, dos 96% que têm celular, 96% usam WhatsApp, 67% o Facebook, 24% o YouTube, 8% o Instagram e 5% o Skype.

E uma terceira análise: o Censo Agropecuário 2017, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que 1.425.323 produtores têm acesso à internet; deles 46,2% usam banda larga e 63,77% usam internet móvel.

Agricultura 4.0

Agricultura Digital ou Agricultura 4.0, que é uma agricultura baseada em conteúdo digital, e que nesse contexto, o uso de sensores, câmeras, tecnologias inteligentes e conectividade permitem que produtores monitorem, em tempo real, diversos processos na sua fazenda, desde o desenvolvimento de culturas até o desempenho de máquinas.

De acordo com chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, instituição vinculada à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Silvia Massruhá, o maior desafio do produtor rural brasileiro é aumentar a produção agrícola, sem ampliar a área plantada significativamente.

Para isso, torna-se premente o uso cada vez mais intenso de novas tecnologias, para permitir os ganhos de produtividade sustentável. Nesse cenário, existe um conjunto de inovações que são as chamadas tecnologias disruptivas que, juntas, prometem grandes avanços na automação da agricultura. A Internet das Coisas (IoT) torna possível monitorar e gerenciar operações a centenas de quilômetros de distância, rastrear bens que cruzam o oceano ou detectar a ocorrência de pragas ou doenças na plantação.

Alguns exemplos das inúmeras aplicações de IoT disponíveis no mundo rural que podemos citar são:

  1. Sensores associados ao solo podem coletar dados indicativos de umidade ou do balanço hídrico levando à indicação da necessidade de irrigação;
  2. Imagens de plantas capturadas por câmeras podem auxiliar na detecção de pragas levando à aplicação de defensivos específicos e na quantidade adequada;
  3. Equipamentos embarcados em máquinas agrícolas podem indicar a necessidade da sua manutenção;
  4. Equipamentos instalados em silos podem indicar as condições de estocagem evitando perdas no armazenamento;
  5. Sensores intracorporais em animais podem auxiliar no monitoramento de sua saúde, estresse e predição de datas de parto.