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Faça nosso checklist e descubra se seu e-commerce está otimizado para vendas mobile

quizz

As vendas no comércio eletrônico no ano passado saltaram 15,3% em comparação a 2014, atingindo a marca de R$ 41,3 bilhões, de acordo com a consultoria E-bit/Buscapé. Especialistas da área acreditam na manutenção dos bons ventos, especialmente pelo potencial de vendas por meio de aparelhos mobile. Para aproveitar o momento, no entanto, é preciso que sua loja eletrônica esteja em dia com as necessidades de um ambiente destinado a smartphone e tablet.

Descubra se seu site está preparado para performar no mobile, a seguir. Se nem tudo estiver dentro do ideal, siga as dicas e adapte-o hoje mesmo.

Conteúdo: tem de ser mais fluído, direto, de fácil visualização e com tamanho de letra adequado para facilitar a leitura. “Esse mesmo conteúdo deve estar no site desktop também. Somente a reprodução para mobile que deve ser otimizada”, orienta Christoph Mayer-Loos, consultor e especialista em e-commerce da Dr. e-commerce. Vale lembrar que os formulários de venda devem estar preparados para que os usuários consigam visualizar e manipular facilmente em telas de menor tamanho.

Imagem: a qualidade precisa estar sempre em alta, leve e grande para visualizar o produto inteiro sem precisar do scroll. “As imagens precisam ter versões de diferentes tamanhos, para que cada tamanho de tela visualize uma imagem. Já os banners para telas mobile devem ter menos textos, pois ao serem reduzidos, ficam mais difíceis de serem lidos”, indica Mauricio Salvador, presidente da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

Quanto mais rápido for o site, maior é o volume de vendas

Layout: tem der estar alinhado ao design responsivo para se adaptar a cada tamanho de tela e sistema operacional (Apple, Android, Windows) e não apresentar quebra.

Usabilidade: se o layout do site proporcionar uma boa visualização de textos e menu de navegação, as taxas de conversão serão muito maiores, explica Salvador. “Há elementos que funcionam no site normal, mas atrapalham a navegação em sites mobile como banner e formulários.” Aqui, também vale o exercício diário de facilitar a vida do cliente para que ele consiga comprar o produto desejado com o menor número de etapas.

Carregamento rápido: a primeira interação muitas vezes ocorre por meio do mobile, o que impacta na conversão da loja como um todo, além de que quanto mais rápido for o site, maior é o volume de vendas. A lógica, para Mayer-Loos, é: aumento de visitas qualificadas > aumento de vendas > aumento de receita. Lembre-se também que o Google ranqueia bem os sites mais rápidos.

mercado adquirência

Tudo que você precisa saber para entender as Fintechs

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Cada vez mais digital e em busca de modelos menos burocráticos, mais enxutos e eficazes. Estas são as novas características do mercado que tem orientado o surgimento das fintechs, empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para o mercado de finanças e, atualmente, estão em franca expansão.

A velocidade com que se expandem e se tornam necessárias, naturalmente, não é acompanhada pelo ritmo em que trabalham instituições governamentais ou órgãos de classe, o que gera inúmeras dúvidas sobre seu funcionamento, sobretudo, por atuar num segmento tão importante como o de transações financeiras.

Para se ter uma ideia, por serem opção a alguns serviços bancários - entende-se que deveriam ser reguladas pelos mesmos órgãos, entretanto, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) não tem um posicionamento institucional sobre o assunto.

Esse senso de novidade, mesmo que não monitorado por um órgão regulamentado, não impediu o interesse do público pelos serviços oferecidos por essas empresas, já que as fintechs afirmam que a aceitação brasileira está acima das expectativas, em parte por ser uma ferramenta que descomplica processos, além de ser uma tendência promissora com oportunidade de ganhar cada vez mais espaço. Mas afinal, o que são e como funcionam essas companhias?

1-São bancos virtuais?

Não necessariamente, segundo a CEO da Stone, Verena Stukart. A proposta é facilitar a vida dos usuários, seja por pagamentos ou em financiamentos colaborativos, como os crowdfundings (termo popularizado nos últimos anos e aplicado para “vaquinha digitais” em que pessoas doam dinheiro para alguma produção cultural, como filmes, livros, DVDs etc).

2-Quais os diferenciais em relação aos bancos?

a. Comodidades do acesso digital;

b. Eliminação de processos burocráticos;

c. Concentração em um único contato para tomar o crédito mais barato;

d. Atendimento em território nacional;

e. Possibilidade de conectar clientes que não possuíam acesso a determinados produtos com taxas menores;

f. Agilidade na distribuição de produtos de crédito com garantia, o que em alguns casos, ajuda o banco a ser mais eficiente no processo de venda (este último item está relacionado à Bankfacil, fintech que se apresenta como “complementar aos bancos”, pois vende mais habilmente o que eles têm dificuldade em comercializar).

3-Como funciona?

O funcionamento depende da ferramenta utilizada. Há casos de crédito com garantia que oferece taxas menores por ser uma modalidade de risco menor; utiliza-se empréstimo com garantia de imóvel, cuja taxa mensal é de 1,05% mais correção monetária. No caso de garantia de automóvel, as taxas são de 2% ao mês.

No caso da Stone, eles chamam seu processo de “uberização do processo de pagamento”, cuja proposta é que o pagamento não seja sentido bruscamente, tornando-se natural, sem entraves entre consumidor e loja.

Há ainda a fintechs que são emissores de cartões de crédito, como a Nubank que oferece o MasterCard Platinum, sem tarifa ou anuidade e juros reduzidos. E ganham dinheiro de duas formas: ou quando o cliente compra usando o cartão - eles recebem do estabelecimento um percentual do valor - ou quando o cliente financia parte do valor da fatura, isso gera juros que são repassados para a empresa.

4-Quem pode utilizar os serviços?

Todos. Já as usamos fintechs normalmente ao realizarmos compras online e pagarmos via PayPal ou via mobile, sem saber. Mas claro, há quem intencionalmente procure por elas. Pessoas com dívidas caras em busca de renegociação, investidores que querem empréstimos para abrir seu próprio negócio ou reformar a casa. As fintechs também servem para quem não está endividado, mas enxerga oportunidade de troca de produtos como cartão de crédito, cheque ou empréstimo pessoal, por juros menores do crédito com garantia.

5- Todos interessados são, então, pré-aprovados?

Em algumas fintechs há a chamada lista de espera, onde estão cadastros realizados pelo site da empresa ou por indicações e que serão analisados. Os pedidos são liberados semanalmente e é realizado um teste de comportamento do uso e pagamento de diferentes perfis de clientes. Essa liberação acontece baseada na análise do cliente, e não cronologicamente.

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4 respostas para entender melhor o funcionamento da desintermediação financeira

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Transação sem participação de instituições financeiras, a desintermediação é uma alternativa prática e econômica para dar suporte à saúde das empresas que tomam empréstimos bancários. Isso porque diminui a burocracia que envolve a conquista de linhas de crédito e mexe com as taxas de juros e com o spread do Brasil, um dos mais altos do mundo.

A partir da ideia central da desintermediação financeira, Rodrigo Dantas, CEO e fundador da Vindi, única plataforma de pagamento focada no faturamento de subscrição no Brasil, responde a quatro perguntas que ajudam a entender um pouco mais sobre esse modelo de negócio.

Desintermediação financeira já é uma realidade no Brasil?

Aqui a regulamentação bancária é bem fundamentada. Os bancos têm força e são regidos pelo Banco Central, que dá proteção caso algo saia dos trilhos, porém algumas iniciativas de startups já fazem uso dessa prática, mesmo que naturalmente. A inovação permite isso. Daqui para frente, muitos casos de desintermediação vão acontecer e vão se intensificar no Brasil. Estamos em um país muito propício para que fenômenos como esse ocorram.

Quais são as normas para operar dentro desse modelo?

A única norma a ser seguida é em relação ao Banco Central e ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O BC vai precisar distribuir a responsabilidade para os agentes financeiros como bandeiras, emissores e adquirentes a fiscalizarem desintermediação bancária, subadquirência de pagamentos e outros meios. Sozinho vai ser difícil conseguir.

Existe risco com a sua utilização?

O risco é sistêmico e financeiro. As fintechs, startups de tecnologia financeira, podem ser um bom começo para se estudar o fenômeno. Já tivemos recentemente, casos de empresas atuando como agentes financeiros e quebrando em pouco tempo. Na prática o banco consegue, por meio dos órgãos reguladores, garantir a segurança do cliente caso ocorra algo mais crítico. Empresas que se propuserem a atuar nesse ambiente, sem serem regulamentadas, precisam saber do risco e do tamanho do problema, caso ocorra. Em contrapartida, é uma oportunidade para se criar empresas altamente inovadoras e com mais sinergia com o futuro: bancos digitais, por exemplo.

Como a desintermediação altera a relação entre investidores e tomadores no mercado financeiro?

Já tem startup financeira emprestando dinheiro mais barato do que bancos tradicionais por aqui. Grandes redes de franquias já fazem a subadquirência da própria rede. As relações serão mais horizontais: alguns bancos, por exemplo, podem cobrar o serviço de garantir empréstimos peer-to-peer em breve. Emprestar dinheiro pode ser, de fato, a primeira grande onda na desintermediação. Em alguns casos, ter um capital não precisa mais de um banco tradicional. Basta olhar para as fintechs brasileiras de um modo geral, pois metade delas têm cara e espírito de bancos digitais. Vai acontecer.

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