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Entenda como a interconexão de dados interage com os meios de pagamento

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Atualmente, vivemos a realidade de estarmos sempre conectados, mas esse cenário pode mudar rápido. Profissionais de data centers já vislumbram a interconexão entre dados pessoais e empresas. A consultoria norte-americana Gartner prevê que até o final de 2016 haverá mais de 6 bilhões de objetos online por todo o mundo. A pesquisa “A Empresa do Futuro”, da Equinix, aponta que o número de organizações interconectadas vai saltar de 38% para 84% até o final do próximo ano.

O presidente da empresa no Brasil, Eduardo Carvalho, comenta que a partir dessa conexão direta ​entre parceiros e clientes é possível desenvolver sistemas mais rápidos, eficientes e produtos mais completos, aumentando a receita das empresas. A afirmação se baseia em um estudo da consultoria norte-americana Forrester e indica que a interconexão rende 300% de retorno de investimento, recuperação do investimento em 4,2 meses e uma redução média de 42% na latência em um período de três anos.

 “As ligações diretas entre fornecedores e ecossistemas garantem mais segurança e simplicidade nas transações, evitando muitos prejuízos”, diz Eduardo Carvalho, presidente da Equinix no Brasil

Para o mercado de meios de pagamentos, Carvalho explica que à medida que os dispositivos móveis se tornam uma das principais plataformas de compras, é essencial que as empresas do setor possuam estruturas tecnológicas ainda mais rápidas e seguras. E com a perspectiva de segurança, estando conectado diretamente a seus parceiros, sem passar pela internet pública, não há risco de sofrer ataques.

É possível ainda utilizar Big Data para apoiar a análise de dados de consumo recolhidos e dessa forma obter mais conhecimento sobre os consumidores e oferecer serviços e experiências customizadas para cada um deles. Entretanto ainda há desafios.

O principal deles, especialmente no Brasil, é que as empresas invistam em sua infraestrutura para ajustá-las a esta nova era. Atualmente “as infraestruturas tradicionais de TI ainda não estão equipadas para competir nesta nova era interconectada sem realizar mudanças”.

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Entenda quais tendências de pagamento vão transformar a realidade atual

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Meios de pagamento alternativos já são bastante utilizados na internet, mas também se popularizam fora dela, especialmente no exterior. Quem explica é Aristides Tranquillini Neto, advogado especialista em direito digital do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados. Ele explica que, nesse sentido especificamente, o Brasil ainda engatinha. Em relação às diversas tendências no ramo de meios de pagamento, algumas estão mais próximas de se tornarem realidade.

"Fora do Brasil é bastante comum utilizar o celular para efetuar pagamentos, substituindo o cartão de crédito", diz Neto. Os exemplos mais comuns são ApplePay, SamsungPay e AndroidPay, sendo que recentemente tal sistema de pagamento inclusive evoluiu para abranger smartwatches. Isso evita até mesmo que o usuário tenha de retirar seu celular do bolso, bastando utilizar o próprio relógio de pulso. Se atualmente a tecnologia disponível para esse tipo de operação é bastante abrangente, para que possamos vê-la aplicada "é necessário que haja adesão, especialmente por instituições financeiras e arranjos de pagamento". Como exemplo, Tranquillini afirma que, com a tecnologia já existente hoje, seria possível que todas as compras efetuadas em lojas físicas fossem pagas utilizando apenas biometria, por meio de sistemas de reconhecimento de digital ou de íris, abandonando a necessidade de possuir um cartão de crédito ou digitar senhas.

“Para que isso ocorra, porém, seria necessário que tanto os bancos quanto as bandeiras desenvolvessem soluções utilizando essa tecnologia, o que demanda investimentos maciços, incluindo, mas não se limitando a, desenvolver o hardware necessário, substituindo todas as maquininhas existentes, coletar a biometria inicial dos usuários para criar a base de dados inicial e que será utilizada como referência, além de desenvolver softwares que façam todo o procedimento fluir e as tecnologias conversarem entre si.” Para o advogado, é possível notar que a tecnologia está caminhando nesse sentido. Uma das demonstrações disso é o fato de a biometria estar cada vez mais presente no nosso cotidiano. “Mas ainda há longos caminhos a serem percorridos, como a definição de padrões a serem adotados pelo mercado, o que pode demandar a reunião e debate entre empresas, entidades e/ou governos”, comenta.

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