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Uso combinado de tecnologias, exemplos de SP e revolução digital do setor energético pautam quarto dia do Futurecom

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Quarto e penúltimo dia do Futurecom Digital Week reuniu especialistas para falar sobre os impactos da tecnologia e da Transforma Digital nas áreas. Veja o que rolou e acompanhe o último dia do evento digital!

O 5G, certamente, vem para quebrar paradigmas e atuar como facilitador da conectividade inteligente, acelerar desenvolvimento tecnológico e viabilizar novos serviços digitais disruptivos. Além disso, vai proporcionar experiências personalizadas, interação inimagináveis e, mais ainda, aumentar exponencialmente o desempenho e a qualidade de muitos serviços. Outro ponto nevrálgico, está no desafio de integrar e orquestrar diferentes plataformas/tecnologias, aportando segurança em todas as camadas de aplicações.

Todo esse circuito de tecnologia foi discutido no  webinar da Futurecom Digital Week “Um Mar de Possibilidades: Uso combinado de 5G, IoT, Big Data & Inteligência Artificial impulsionando Novos Modelos de Negócios”, realizado no quarto dia do evento, virtual a quinta-feira, dia 29. Anderson Soares, professor e fundador do Deep Learning Brasil da Universidade Federal de Goiás (UFG), conduziu as muitas reflexões de executivos C-levels de importantes players do mercado como a NEC do Brasil, IBM, Amdocs, Embratel/Claro e Unilever.

Leia mais: Internet das Coisas é assunto no terceiro dia do Futurecom Digital Week

O vice-presidente da NEC no Brasil, Angelo Guerra, destacou em sua participação, entre outras questões, a importância da colaboração no âmbito do 5G. Segundo o executivo, o grande valor da quinta geração virá por meio do desenvolvimento e adoção de aplicações que envolvam IoT, Inteligência Artificial e Big Data, e isso será possível somente com a parceria entre empresas fornecedoras de tecnologia, operadoras, startups e clientes, por exemplo.

Alex Salgado, vice-presidente de B2B da Vivo, avalia como essas intersecções já se fazem presentes. “Já implementamos no Brasil a primeira rede privativa LTE/4G, junto com a mineradora Vale, ajuda a cuidar dos veículos autônomos dentro da planta, auxilia na melhoria de performance e aumenta a segurança da operação”, afirma o executivo. Para ele, o 5G vai trazer capacidade ainda maior no uso de sensores e dispositivos que trará uma infinidade de benefícios e irá facilitar o nosso dia a dia.

No caso do varejo, a amplitude desse tema ganha contornos substanciais. A tecnologia está no centro de todo o processo, importante para impulsionar e dar respostas imediatas às várias questões deste segmento. “Como minerar e dar significados a esse volume imenso de dados? Como direcionar para os resultados do negócio? Por exemplo, que produtos que vendem mais, auxiliar os clientes a ter mais sucesso, olhar para necessidades futuras, cuidar e zelar por esses dados, como integrar em aplicações de negócios e gerar valor interligando tudo com inteligência artificial”, resume bem o vice-presidente de Tecnologia da Informação da Unilever, Francis Castro.

Para Gil Rosen, CMO da Amdocs, um dos ângulos que frequentemente é negligenciado nesse tipo de discussão é o potencial do IoT para os pequenos e médios negócios (PMEs). Na maioria dos casos, existe grande foco nos grandes projetos como smart cities, smart homes, carros conectados e a nova revolução industrial com manufatura automatizada, entre outras aplicações. No entanto, também é preciso considerar o grande potencial do IoT para as PMEs porque elas são um importante motor da nossa economia.

“O valor da camada adicional de novas tecnologias como IoT, Big Data e AI, está na geração de insights de negócios baseados nos padrões e diferentes comportamentos dos equipamentos que são conectados e monitorados, traduzindo esse comportamento em informações vitais para os pequenos negócios”, sentencia Gil Rosen.

Um novo conceito denominado de ‘empresa cognitiva’ também esteve no debate, uma vez que tem transformado e habilitado a geração de novos negócios. Para o partner da IBM, Mario Hime, é preciso fazer um paralelo com o que aconteceu com o surgimento do e-commerce, que foi um movimento profundo. Hoje, temos uma transformação cognitiva, com as empresas sofrendo bastante pressão regulatória e tecnológica com a chegada de tecnologias exponenciais como IA, workflow, blockchain, IoT, entre outras.

“À medida que essas tecnologias se tornam mais universais e presentes, elas modificam toda a arquitetura de negócios das organizações, criando novos modelos. De um lado, tivemos a transformação digital, com uma demanda da reinvenção digital, uma força de fora para dentro das empresas, com consumidores cada vez mais conectados, ansiosos, empoderados e multicanais.

As organizações tiveram de responder a essa demanda. Agora, a pressão é mais de dentro para fora, que foca consumidores finais e também os colaboradores. É preciso responder como combinar essas tecnologias para trazer novos modelos de negócios para dentro desse contexto de transformação cognitiva e isso vai criar uma outra geração de soluções cognitivas”, contextualiza Hime.

Alexandre Gomes, diretor de Marketing da Embratel/Claro, destaca que as iniciativas do B2C dependem do dispositivo celular para a efetivação do 5G, que espera-se por uma agenda a ser cumprida, uma agenda de frequência pela Anatel, além do rollout para cobertura, velocidade e latência. “Creio que, apesar do anseio dos consumidores, em um primeiro momento esse movimento vai acontecer no B2B e depois no B2C, seja em uma arena, uma rede de departamentos ou em uma escola, sinalizando ações na educação, entre outras áreas”, conclui o executivo.

São Paulo quer ser a maior referência em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia do Brasil

Discursando após o horário de almoço, a secretária do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Patricia Ellen da Silva, apresentou as tecnologias que o governo do estado está adotando na sessão Meet the Expert do Futurecom Digital Week.

Sob o tema “Uso de tecnologias transformadoras a favor do bem-estar do cidadão”, Patricia relatou os muitos desafios de sua pasta neste ano. No enfrentamento à crise causada pela Pandemia, foi criado o Sistema de Monitoramento Inteligente, integrado por várias tecnologias para analisar e transmitir informações sobre a evolução da Covid-19, taxas de isolamento nos municípios, suporte a decisões, painéis inteligentes na sala de crise e suporte a ações diretas das secretarias.

Ao realçar a Internet das Coisas (IoT), a secretária relata que, se bem aplicada no Brasil, a tecnologia pode gerar benefícios imediatos à população em quatro setores importantes como Cidades Inteligentes, saúde, atividades rurais e indústria.

Ela apresentou estimativas do BNDES mostrando o impacto na economia desses setores, até 2025, nos patamares de R$ 49 a R$ 103 bilhões (cidades), de R$ 9 a R$ 148 bilhões (saúde), de R$ 19 a R$ 80 bilhões (rural) e de R$ 42 a R$ 171 bilhões (indústria). No total, espera-se que IoT some ao PIB do País entre R$ 190 e R$ 760 bilhões até 2025, sendo que o Estado de São Paulo representa entre R$ 100 e R$ 500 bilhões.

Como exemplos de aplicações da IoT para melhorar a qualidade de vida do cidadão, Patricia Ellen cita monitoramento de segurança e mobilidade, monitoramento de crimes por sensores, controle de tráfego centralizado e adaptável, gestão da demanda de energia elétrica e inteligência na iluminação pública.

Para finalizar sua apresentação, a secretária declara que o governo do Estado pretende destinar R$ 5 bilhões em pesquisa e tecnologia por meio de órgãos como Fapesp, IPT Open Experience e CITI-Centro Internacional de Tecnologia e Inovação. O objetivo é criar no estado o “vale do silício brasileiro” e desenvolver o maior centro de inovação em governo da América Latina.

Revolução digital no setor energético prevê uma nova relação das distribuidoras com o consumidor

 Os hábitos do consumidor mudaram e precisam ser levados cada vez mais em consideração pelas empresas quando se fala em experiência e fidelização. No setor energético, as distribuidoras estão atentas a esse movimento para que consigam ser assertivas na oferta de serviços e rápidas na resolução de problemas. Essa foi uma das ponderações trazidas para o debate durante o Meet Up de Energia “Da Geração à Entrega de Energia ao Consumidor: A Revolução Digital e o seu Impacto no Setor Energético”, promovido pelo Futurecom Digital Week.

O webinar reuniu Bruno Cecchetti, diretor de Tecnologia de Rede e Inovação da Enel Brasil; Marcos Camillo, superintendente de Tecnologia da Informação da Copel; Heron Fontana, superintendente de Smart Grid da Neonergia; José Roberto Paim Neto, head de Excelência Empresarial da CPFL Energia; Alberto Rodrigues, gerente de soluções da Nokia; Vanessa Vieira, CTO da Ericsson; José Francisco Sobral, consultor sênior da Ciena, e Francisco Costa de Menezes, diretor da Huawei.

Bruno Cecchetti, da Enel, abordou a importância da transição energética, que prevê mudanças no atual modelo de produção, consumo e reaproveitamento da energia. Segundo ele, 70% da população mundial viverá em grandes cidades em 2050, o que levará a uma grande demanda por comunicação e energia – esta precisa ser cada vez mais renovável para a sustentabilidade ambiental e social. Com isso, a digitalização será ampliada com medição e redes inteligentes.

O executivo destacou o projeto Urban Futurability, projeto de transformação digital da rede elétrica do bairro Vila Olímpia, desenvolvido em parceria com a Ericsson e Qualcomm. “Utilizamos gêmeos digitais para conhecer o que está acontecendo na rede com o objetivo de identificar possíveis problemas antes que eles aconteçam. A inteligência artificial fornece informações para tomada de decisão e atuação no centro de controle e, também, para os trabalhadores em campo”, destaca.

Para os painelistas, a medição inteligente é fundamental para que as pessoas tenham informação exata, em tempo real, sobre o consumo de energia. Dessa forma, é possível se planejar para ter a gestão efetiva da energia. Com as redes digitais, as companhias poderão oferecer tarifas diferenciadas para o consumidor, além de otimizar a capacidade instalada e a curva de carga. Outra tendência é a portabilidade, ou seja, ter um mercado livre para baixa tensão. Assim, o consumidor poderá escolher sua comercializadora de energia.

De acordo com Heron Fontana, da Neoenergia, muitos dados dos clientes ficam nas mãos das distribuidoras. Por isso, a importância de investir cada vez mais em cibersegurança para blindar ataques e garantir a proteção das informações. Essas informações também são uma oportunidade para que as empresas possam utilizá-las de maneira assertiva na oferta de serviços.

Alberto Rodrigues, gerente de soluções da Nokia, disse que a empresa tem trabalhado bastante em redes de missão crítica. “As soluções wireless trazem a inovação do mercado de telecomunicações para o segmento de Utilities, o que permite a utilização dos smart grids. A tecnologia 5G vai habilitar vários casos de uso na Indústria 4.0”, ressalta.

Segundo Francisco Menezes, da Huawei, o setor de energia vai passar não só por uma transformação tecnológica, mas também na forma de atender o consumidor. As empresas terão que preparar suas redes para lidar com o grande volume de informações dos usuários. “O 5G vai trazer possibilidades de processamento, de tomada de decisão e geração de novos negócios”.

José Francisco, da Ciena, afirma que a transformação passa pela questão de infraestrutura, que exigirá mais investimentos para que as redes estejam, de fato, preparadas para as novas demandas. ”Precisamos de arquiteturas de telecom para o setor energético definidas por software. As redes de transporte de energia devem ser escaláveis para acomodar o tráfego e garantir a disponibilidade de serviços”, comenta.

“Para digitalizar, você precisa de conectividade por trás. Precisamos garantir que o investimento feito neste momento seja protegido. Aconselhamos que as companhias de energia instalem redes móveis 4G, já preparadas para o 5G, com o objetivo de atender os casos de uso atuais e do futuro”, complementa Vanessa Vieira, da Ericsson.

O último dia do Futurecom Digital Week acontece nesta sexta-feira, dia 30. Participe do encerramento do evento para saber mais das principais novidades do setor de tecnologia e inovação!

ANOTE NA AGENDA

Futurecom Digital Week

Data: de 26 a 30 de outubro

Inscrições: https://www.futurecom.com.br/pt/digital-week.html#inscreva-se

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