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Internet das Coisas é assunto no terceiro dia do Futurecom Digital Week

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Evento contou com participação do criador da expressão, Kevin Ashton, além de painéis com especialistas de diferentes ramos da tecnologia e inovação. Confira!

O terceiro dia do Futurecom Digital Week  começou com a palestra de Kevin Ashton, um cientista da computação britânico que, há 20 anos, criou um nome que veio para ficar, quando precisava de um título para uma apresentação: Internet das Coisas (IoT). Desde então, o termo vem ganhando mais relevância, e o que parecia ficção começa a fazer parte do cotidiano de todos nós.

Segundo o pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), existe uma confusão sobre o que é IoT e, por isso, explicou que é mais fácil dizer o que não é: geladeira que fala, barbeador e garrafas inteligentes, por exemplo. É importante entender que a Internet das Coisas é um conjunto de tecnologias, um conceito acima de tudo. “É algo similar quando pensamos em inteligência artificial, que também é um conceito. Quando falamos sobre a Internet das Coisas, o que realmente queremos dizer é que são computadores entendendo o mundo por eles mesmos, usando sensores conectados à Internet”, ressalta.

Na era da Internet das Coisas, é possível capturar dados importantes com sensores conectados à Internet.  “Se fizermos uma analogia com o sistema nervoso humano, todos os nossos sentidos estão conectados ao cérebro e podemos coordená-los. Na Internet das Coisas, todas essas conexões ocorrem eletronicamente, ou seja, as pessoas utilizam os sensores conectados à Internet para transformar esse mundo em dados”, destaca.

De acordo com o pesquisador, a IoT está no bolso de cada um de nós, no smartphone. “Muitas vezes, chamamos este aparelho de telefone celular. Mas ele não é mais um telefone. Se observarmos o quanto do nosso tempo é gasto com chamada de voz, percebemos que ela se tornou apenas um aplicativo do smartphone. É um computador de bolso? Bem, tipo isso. Mas o smartphone de hoje tem cerca de 10 sensores conectados à rede. Não apenas GPS e câmera, mas pode sentir a temperatura, sua impressão digital, sua frequência cardíaca, para que lado está orientado, se para o norte ou sul. Todos esses sensores estão conectados à Internet, seja pela rede celular ou pelo Wi-Fi. Portanto, este aparelho que chamamos de celular é a Internet das Coisas no seu bolso”, enfatiza Ashton.

Leia mais: Segundo dia do Digital Week fala sobre conexão mais rápida do mundo e ecossistema do 5G

Internet das Coisas e 5G são impulsos para a economia e benefícios à população

O webinar “5G conectando pessoas e coisas: gerando valor e novos modelos de negócios” fomentou o debate sobre os desafios gerados pela implantação de soluções com base na Internet das Coisas e na quinta geração da telefonia móvel. Participaram Renato Pasquini, country manager da Frost & Sullivan como mediador; Bruno Pina, CDO da AstraZeneca; Axel Wells diretor da indústria de telecom, mídia e mercado consumidor da Pegasystems; Felipe Garcia, head de Marketing da Nokia no Brasil; e Fernando Sá, diretor de pré-vendas da Oi.

A discussão foi bem produtiva do ponto de vista de geração de recursos para a economia do País, além dos benefícios à população com soluções voltadas ao bem-estar, engajamento de pacientes e corpo clínico e cidades inteligentes. De acordo com estimativa colocada por Felipe Garcia, da Nokia, a quinta geração da telefonia móvel pode gerar um incremento de US$ 1,2 trilhão em divisas para o Brasil num período de 15 anos. “Não podemos perder essa oportunidade de movimentar a economia. O leilão das frequências precisa ocorrer o mais rápido possível para movimentar a economia e melhorar a produtividade”, afirma Garcia. O executivo reforça a ideia de que a movimentação da economia pode redirecionar recursos para o desenvolvimento de soluções visando a melhoria da qualidade de vida.

Essa ideia é compartilhada por Bruno Pina, representante da indústria farmacêutica no debate, pela AstraZeneca. “5G será um divisor de águas para a nossa indústria e para viabilidade da telemedicina. As possibilidades de conexão e de informação em regiões afastadas dos centros que têm mais recursos hospitalares serão muito grandes, principalmente no que diz respeito a análise preditiva de dados para tomadas de decisões mais rápidas e acertadas”, comenta Pina. Ele cita exemplo de uma solução no conceito da saúde conectada, quando uma pessoa que precisa de cuidados em emergência pode ter seu histórico clínico transmitido em tempo real para a equipe de paramédicos que vai atendê-la e, na sequência, o corpo clínico do hospital receber o pré-diagnóstico quando a ambulância estiver a caminho.

Do ponto de vista das prestadoras de serviços de telecomunicações, a Oi, representada por Fernando Sá, se coloca como a maior provedora de fibra óptica do País, que é a principal rede de interligação das antenas de 5G. “Teremos vários caminhos a seguir em soluções e parcerias com serviços públicos, o que vai proporcionar diversas formas de monetizar os serviços”, explica. O executivo afirma não ter dúvida de quanto são promissores o mercado e as possibilidades que teremos pela frente.

Implementação da IoT exige interoperabilidade, segurança e padronização

Já no webinar ‘Estabelecendo o ecossistema IoT Interoperabilidade, Seguro e Padronizado’, foi imperativo entre os debatedores a importância da definição de padrões para toda a indústria para comunicações no processo máquina-a-máquina (M2M) e produtos IoT. A discussão abordou os principais desafios de interoperabilidade que surgem devido à gama de dispositivos e redes heterogêneas. Mas, afinal, como a rede 5G afetará o ecossistema de IoT?

Sob a mediação de Lucas Pinz, diretor de Strategy, Innovation and New Business Development da Energisa, que abriu o seminário destacando o pioneirismo do Brasil no desenvolvimento do Plano Nacional de Internet das Coisas, com desdobramentos em políticas públicas para fomentar o uso do IoT e com resultados positivos, a partir da criação de um ecossistema de inovação, com tecnologias que têm gerado impactos efetivos na indústria brasileira. Representantes de alguns setores, que têm trabalhado e investido forte nesse relevante tema, deram luz aos desafios enfrentados por eles, como Nuno Saraiva, GVP Global Service Provider Sales Consulting da Oracle; Tiago Barros, engenheiro-chefe de IoT do Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (C.E.S.A.R); Zaima Milazzo, presidente da Brain Algar Telecom; e Lucio Oliveira, CIO da Comgás.

O CESAR reúne um importante grupo de pesquisa sobre IoT para impulsionar negócios na área. “Trata-se de uma coleta dados por meio de sensores conectados via Internet para criar soluções que consigam fazer com que os computadores entendam e tomem decisões sobre esses dados”, explica Tiago Barros. Essa é a definição mais conceitual de uma atividade complexa de uma solução de IoT, envolvendo diversas áreas da computação para o desenvolvimento de aplicações em várias plataformas. E para mitigar essa complexidade, as empresas estão construindo soluções e infraestrutura de hardware e software que permitem algumas implementações de IoT. Segundo Barros, há um estudo recente da IoT Analytics que aponta que há mais de 620 plataformas de IoT. “Aí entra um outro desafio. Como fazer com que soluções criadas sobre uma determinada plataforma, conversem, troquem dados, interajam e aproveitem os dados coletados em outros modelos?”.

Nuno Saraiva, da Oracle, que atua na Unidade de Negócios mais focada em telecomunicações, destaca que a IoT tem uma participação muito grande e que a companhia já está em processo de rollout com o 5G em vários países. A Oracle tem muito foco em plataformas IoT, cloud e integração com várias tecnologias de acesso a esses dispositivos, portanto, o executivo considera extremamente relevante ter uma padronização. “Um dos aspectos críticos para nós, derivado da massificação dos dados, é como podemos utilizar tecnologias em cloud que permitam automatizar e trazer inteligência artificial para gerir toda a informação massiva de IoT e que possamos agregar valor ao que fazemos, da maneira mais eficiente do ponto de vista do custo. Afinal, IoT é um negócio de volumes, mas muito estreito em margem financeira”, ressalta Saraiva.

A experiência da Comgás com aplicação de IoT tem se ampliado. Mas ainda requer avanços no País sobre o tema para continuar o que já está em curso. “Temos hoje um programa de transformação, com um processo de sensorização no campo, a partir de um conjunto de soluções que gera informações o tempo todo, em relação à distribuição e consumo de gás. É a IoT viabiliza a estratificação dos dados para que possamos conhecer melhor os nossos clientes, onde eles estão localizados, em que rede estamos, como se dá essa diferenciação, para termos um crescimento urbano planejado. Vivemos hoje essa jornada de transformação em relação ao uso de dados com a sensorização de campo, com boa parte de nosso parque sensorizado, mas ainda não é real time. No entanto, já temos como saber informações gerais, conhecimento do cliente e ter uma operação mais enxuta e eficiente para a distribuição do gás”.

É preciso estabelecer um ecossistema de interoperabilidade, com padronização e segurança, e, desta forma, garantir escala e mobilidade.

O Futurecom Digital Week segue até sexta-feira, dia 30 de outubro, com uma série de conteúdos especiais. E o melhor: tudo 100% online e gratuito. Faça sua inscrição e acompanhe!

ANOTE NA AGENDA

Futurecom Digital Week

Data: de 26 a 30 de outubro

Inscrições: https://www.futurecom.com.br/pt/digital-week.html#inscreva-se

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