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“O futuro é do conhecimento e da tecnologia”, diz ministro Marcos Pontes no primeiro dia do Futurecom

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Futurecom Digital Week reunirá até sexta-feira grandes expoentes do mercado de tecnologia, telecomunicações e transformação digital. Veja como foi o dia de abertura do evento online e gratuito.

O Futurecom deu largada a mais uma edição, dessa vez em novo formato: 100% digital e gratuito. Até sexta-feira, os participantes poderão acompanhar 230 palestrantes e 80 horas de conteúdo, além de vivenciar experiências e realizar networking.

A abertura do evento, que é considerado um dos maiores de tecnologia, telecomunicações e transformação digital, contou com um bate-papo entre Hermano Pinto, diretor do Futurecom, e o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, em homenagem ao Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Segundo o ministro, o País pode ser protagonista no mercado de tecnologia, pois o brasileiro tem capacidade de se reinventar e inovar. “O futuro do Brasil é do conhecimento e da tecnologia”, afirma Pontes ao defender que a Ciência é a única ferramenta para vencer a Covid-19 e transformar a qualidade de vida das pessoas.

Em sua apresentação, o ministro destacou a formação das Câmaras Temáticas sobre Agricultura 4.0, Cidades Inteligentes, Indústria 4.0 e Saúde 4.0 para propiciar condições de acesso e inserção das empresas brasileiras no ecossistema dessas tecnologias, de forma a desenvolver cadeias produtivas de setores econômicos estratégicos e promissores para o País. “Vamos lançar políticas digitais voltadas para o turismo, que podem contribuir no processo de recuperação da economia. Teremos a Câmara Temática de Turismo 4.0, que estimulará o desenvolvimento de negócios a partir da transformação digital”, ressalta.

Com relação à tributação dos projetos de IoT, Marcos Pontes disse que está em negociação com o Ministério da Economia. Ele acredita que a Internet das Coisas vai muito além de um produto e, por isso, precisa de uma tributação diferenciada para alavancar os projetos em diversos setores.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações comemorou, também, o envio do Poder Executivo ao Congresso Nacional do projeto de lei complementar para instituir o marco legal das startups. O objetivo é fomentar a criação e desenvolvimento de startups, tornando os processos menos burocráticos e ampliando o acesso a crédito e investimentos.

“Muitas vezes, uma startup localizada na Amazônia desenvolve um protótipo até determinado ponto, mas não tem recursos para lançá-lo ao mercado. Queremos criar condições para que empresas transformem esse conhecimento em produtos e soluções. O Ministério quer ser um hub para fazer a conexão entre startups e laboratórios específicos, potencializando o desenvolvimento de ciência e tecnologia e ponta”, frisa Marcos Pontes.

Logo após a participação do ministro, o Futurecom promoveu o MeetUp sobre “Logística: Transparência, Integração, Flexibilidade e Confiabilidade na Cadeia Logística 4.0”, com participação de Nestor Felpi, diretor executivo de Supply Chain e Integração da Natura&Co Latam; Pedro Moreira, presidente da Abralog; Miguel Andrade, diretor de Infraestrutura e Gestão Portuária da Companhia Docas do Ceará; Homero Scarinzi, diretor de SCM da Oracle; Adolpho Bastos, vice-presidente de Logística da Scania, e Fábio Ardeola, diretor de Vendas da Nokia.

Outras atrações do Futurecom Digital Week

Ao longo da semana, o Futurecom Digital Week conectará pessoas, negócios e tecnologias. O evento trará uma programação especial, por meio da plataforma Futurecom Xperience, que reúne, em um mesmo ambiente, os principais pilares que fazem de um evento físico o mais eficiente meio de geração de oportunidades para os mais variados segmentos da economia.

Tudo isso, com uma grade extensa diária com 8 meetups, 7 podcasts, 20 entrevistas, 15 debates e materiais exclusivos. Também haverá trilhas de conteúdo com FutureCongress, FutureCyber, FutureGov, FutureJud,

FuturePayment, além de painéis de debates 4CORP MeetUp e Minutos Corporativos, um bate-papo com lideranças corporativas.

De acordo com Hermano Pinto, o mundo mudou e os eventos se transformaram, mas o Futurecom segue o firme propósito de promover debates ricos sobre temas atuais e que deverão permear o futuro da tecnologia.

“Há mais de 20 anos contribuímos com as relações de mercado entre as operadoras, corporações e a sociedade. Neste período, o mercado de transformou e nós também, trazendo inovações que contribuem nos diversos setores da economia”, comenta.

O 5G já é uma realidade

O 5G já está entre nós. Essa nova realidade tecnológica está tomando forma e hoje se materializou ainda mais no Futurecom Digit@l Week. No webinar “Como destravar a digitalização no Brasil e impulsionar o avanço do 5G?”, especialistas discutiram amplamente o assunto que ganha contornos cada vez mais reais, com o lançamento do 5G previsto para 2021 e que deve movimentar a sociedade e o mercado corporativo nos próximos anos.

Sob a moderação de Ari Lopes, gerente sênior para Américas da OMDIA, foram debatidos temas como políticas de incentivo, parcerias, estratégias de produto e monetização, comercialização e experiências do 5G, além de gestão do espectro. Participaram Clayton Cruz, presidente da Divisão Latin America & Caribbean da Amdocs; Márcio Fabbris, vice-presidente de B2C da Vivo; Wagner Barroso, diretor de Negócios da NEC; e Ailton Santos, vice-presidente da Nokia Software para América Latina da Nokia.

Na abertura do webinar houve o lançamento do NEC 5G Lab, que promoverá uma orquestração de parcerias por meio do modelo do ecossistema de colaboração com tecnologia OPEN RAN.

Entre oportunidades e desafios, Márcio Fabbris, da Vivo, destaca que a digitalização tem o papel de aproximar pessoas e negócios e que a operadora faz investimentos fortes na qualidade de sua rede móvel e aposta no crescimento da rede de fibra óptica de última geração. “O 5G é essencial para o País, traz alavancas importantes, não só como internet mais rápida, mas também em novas aplicações tecnológicas, dando um salto na digitalização para o País, para as empresas e para as pessoas, além de impulsionar as parcerias”. Há uma preocupação com a sustentabilidade dos negócios, com um equilíbrio em tudo o que é realizado, respeitando a legislação. “É importante vencer barreiras e seguir avançando e ser cada vez mais protagonista nessa digitalização tão necessária para o Brasil”.

Já na Amdocs, provedora de tecnologia e de serviços, o 5G é mais que uma ferramenta que aportará mais valor para o País. “Imagina o que seria nesses últimos meses sem a tecnologia em meio a esta pandemia?”, questiona o executivo Clayton Cruz. “Este evento não aconteceria”. “A missão principal da Amdocs é auxiliar as operadoras a monetizar ao realizar investimentos no 5G”.

Ambiente desafiador impulsiona tecnologia

Wagner Barroso, da NEC, destaca o ano desafiador e o ambiente de incertezas que o mundo está vivendo com a pandemia. Mas afirma que é “fundamental ter capacidade de flexibilizar, pensar, agir, trabalhar e se relacionar de forma diferente. Trabalhamos com a comunicação de maneira integrada. E acreditamos que a colaboração, incluindo os parceiros e clientes, é cada vez mais agregadora nesse cenário atual e que possamos buscar maneiras de monetizar as redes. A NEC aposta na OPEN RAN e redes abertas, que vão permitir enfrentar os problemas desconhecidos e, assim, seremos um player relevante nesta orquestração do 5G”.

Para destravar a agenda de digitalização do 5G no Brasil, a proposta é realmente focar na colaboração de todos os atores. Principalmente, para desenvolver, em conjunto, aplicações como em casos da medicina remota, mas também poder controlar remotamente máquinas em ambientes perigosos, com a automação, além de usar a Inteligência Artificial e analytics para aprimorar várias áreas. É o que defende Wagner Barroso, da NEC.

Algumas dificuldades são listadas pelas operadoras. Para Márcio Fabbris, da Vivo, “a digitalização tem que ser classificada como uma prioridade do governo e do País, com a carga tributária tão elevada, que acaba aplicando um efeito colateral, especialmente em regiões mais remotas, ou seja, a digitalização deve ser tratada como uma prioridade pública”.

“Temos como meta e propósito de levar a digitalização a todos os espaços. O número de antenas também precisa entrar nesse cenário, uma vez que a burocracia para cumprir os requisitos impedem de colocarmos mais velocidade”. Por isso, a questão de ter uma política pública de antenas uniforme deve entrar também nessa agenda. Claro, que é importante destacar aqui a fibra óptica para ligar as antenas. “O leilão de novas frequências dedicadas para rápida implementação do 5G também é essencial”, destacou Fabbris.

Outras tecnologias seguem em ascenção

Ailton Santos, vice-presidente da Nokia Software para América Latina da Nokia, ressalta dúvidas conceituais do que significa a transformação digital para o Brasil com o 5G. “A evolução do 4G ainda é recente e está acontecendo".

O foco foi o consumidor final, com a digitalização da mídia física (vídeos, músicas, revistas) e surgiram nomes de indústrias como Apple, Spotify, Netflix, além do advento das redes sociais como o Facebook, o WhatsApp, atingindo várias camadas da sociedade. Também tivemos vários aplicativos, os chamados brokers. E outros gigantes como Amazon, Google, entrando em escala maior nesse uso forte de dados”, contextualiza Santos.

O consenso de todos é que o 5G é uma combinação de tecnologias que irá alavancar um ecossistema que inclui IoT, Inteligência Artificial, Edge Computing, dando uma evolução exponencial aos negócios tanto em B2B como em B2C, surgindo novos mercados a partir de sua aplicação.

Faça sua inscrição e acompanhe os próximos dias do Futurecom Digital Week!

ANOTE NA AGENDA

Futurecom Digit@l Week

Data: de 26 a 30 de outubro

Inscrições: https://www.futurecom.com.br/pt/digital-week.html#inscreva-se

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