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O papel das fintechs durante e após a crise do coronavírus

Durante a pandemia do novo coronavírus, as fintechs devem tentar manter os seus fundos para garantir a sobrevivência e o crescimento.

O que no início parecia um problema de saúde pública na China tomou conta do mundo em poucos meses. É claro que estamos falando da pandemia do novo coronavírus, assunto que é recorrente em todos os veículos de comunicação na atualidade.

Assim como acontece com empresas de outros segmentos, a relação entre fintechs e coronavírus deve ser avaliada. Certamente, a realidade das instituições financeiras digitais e de meios de pagamentos foi abalada pela crise.

Porém, apenas discutir os impactos causados pela pandemia nas fintechs não é suficiente. Também é interessante debater o futuro desse tipo de negócio. E é sobre isso que falaremos nos tópicos a seguir. Apresentaremos um panorama da situação atual e as projeções para os próximos anos. Confira!

Fintechs e coronavírus: como a pandemia afetou essas empresas

As startups financeiras brasileiras viviam um ótimo momento, encerrando 2019 com resultados muito positivos. Prova disso foi uma reportagem feita pelo jornal O Estado de SP, que mostrou que o Brasil se tornou o terceiro país no mundo a ter novas empresas unicórnios

Também de acordo com o diário paulistano, as fintechs se beneficiaram muito no ano passado, atraindo mais de US$ 936 milhões em investimentos. Para se ter uma ideia, esse número representa um crescimento de 541% em relação a 2017.

Os cenários eram positivos e tudo fazia crer que 2020 seria um ano de ainda mais crescimento para essas empresas. O que ninguém previa, no entanto, era o estrago que um novo vírus faria na economia global.

Meses após os primeiros casos chegarem no Brasil, ainda não há uma expectativa de redução de contaminações, tampouco a descoberta de uma vacina ou um medicamento eficiente para evitar ou tratar a COVID-19. Por conta disso, muitos municípios e estados seguem com medidas de quarentena ou lockdown.

Isso faz com que as fintechs mudem a sua realidade e adaptem a forma como fornecem os seus serviços. Exemplo disso são as ações desenvolvidas pelo C6 Bank.

Verona Fornetti, porta-voz do banco, explica: "Por sermos um banco novo, toda a nossa base de clientes conta com cartão com tecnologia contactless, que evita o contato com as maquininhas durante as compras presenciais. Também oferecemos cartão de crédito virtual, que pode ser usado de forma segura nas compras online. Durante a pandemia, lançamos outras soluções que facilitam a vida de quem está em casa, como recarga de celular pelo aplicativo e pagamento no débito em apps como iFood, Uber e Spotify".

Vale ressaltar que uma das principais características de uma fintech é o modelo escalável do negócio. É isso que possibilita o crescimento da empresa, que precisa de capital para se movimentar. Portanto, sem a economia girar, esse aporte é diminuído.

Leia mais: Como startups brasileiras se destacam com inovações para frear a pandemia

Técnicas utilizadas para facilitar os pagamentos no momento atual

A realidade enfrentada pelas fintechs na pandemia envolve uma alta na inadimplência, principalmente entre os consumidores que gastam menos individualmente, mas que representam a maior lucratividade desse tipo de companhia quando somados.

É o caso de empresas como a operadora de cartões de crédito Nubank, que deve enfrentar um grande índice de inadimplência nos próximos meses. Em recente entrevista à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o diretor da fintech, David Vélez, explicou que já chegou ao "topo de sua capacidade de refinanciamento". Assim, a ordem agora é preservar o caixa para garantir o futuro.

Já a porta-voz do C6 Bank comenta que os bancos digitais também são vistos como solução para os clientes no momento de pandemia.

Ela explica a situação citando um estudo desenvolvido pela fintech: 

"Segundo pesquisa Ibope encomendada pelo C6 Bank, 46% dos brasileiros das classes A, B e C com acesso à internet afirmam que têm utilizado produtos financeiros digitais com mais frequência. Do total, 43% afirmaram que deixaram de frequentar agências bancárias. Também vimos uma migração das lojas físicas para o e-commerce, já que 31% contaram que a maior parte das compras passou a ser feita online. Isso fez com que nossos clientes intensificassem o uso de soluções como cartão virtual e cartão com tecnologia contactless".

Mudanças para o segmento de fintechs no pós-pandemia

A vida pós-pandemia não voltará a ser mesma que conhecíamos, pois ocorre uma mudança cultural em todo o mundo. O trabalho em home office tende a crescer, bem como as compras online. Isso fará com que pagamentos digitais, por exemplo, sejam mais frequentes.

Para as fintechs, esse cenário tende a ser bastante positivo. Afinal, as transações online devem aumentar. Vale lembrar ainda que os bancos e as instituições digitais ganharam novos adeptos durante a pandemia.

Pessoas mais velhas ou de perfil mais tradicional, que gostavam de ir a agências físicas conversar todo mês com seus gerentes, por exemplo, tiveram que aprender a usar os aplicativos. O internet banking e os meios de pagamento inteligentes se popularizaram; isso pode trazer bons resultados para as fintechs, assim que a pandemia do coronavírus for superada e a economia retomada.

Verona Fornetti vê o futuro pós-pandemia como uma oportunidade a ser aproveitada pelas fintechs. Em suas palavras: "Vemos que o uso de soluções financeiras digitais é uma tendência que não deve recuar, mesmo depois do fim da quarentena. Com a diminuição de renda de muitos brasileiros, vemos também uma tendência de que as pessoas passem a comparar mais os preços dos serviços bancários”, analisa.

Ela prossegue: “Fizemos uma pesquisa que mostrou que um quarto dos indivíduos começaram a checar o extrato bancário com mais frequência e passaram a prestar mais atenção em taxas e tarifas cobradas pelos bancos. Como o C6 Bank não cobra por serviços básicos, como transferências e saques, estamos otimistas em relação ao futuro, confiantes de que a migração para os canais digitais continuará acontecendo".

Em resumo, podemos dizer que o papel das fintechs na pandemia é tentar seguir atendendo o seu público da melhor maneira possível. Também devem ser tomadas medidas para que o fundo de caixa não seja perdido.

Sim, a relação entre fintechs e coronavírus pode fazer com que algumas dessas empresas desapareçam, por conta da crise gerada. No entanto, aquelas que conseguirem se estabelecer agora sairão fortalecidas no futuro.

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29 DE JUNHO - SEGUNDA-FEIRA

14:00 - 14:20

Regulamentação do Open Banking no Brasil: Abrindo Novas Oportunidades

Otavio Damaso, Diretor de Regulação, Banco Central do Brasil

14:20 - 15:40

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- Gerenciamento e entrega de API
- Oportunidades: novos modelos e produtos
- Riscos de dados
- Bancos tradicionais mudando suas abordagens
- Responsabilidade, isenções e análise de risco de transações 
- Experiência do Usuário
- Como fica a competição entre bancos?

Moderador: Eduardo Neger, ABRANET

Painelista:

José Luis Rodrigues, Conselheiro, ABFintech 

 

18:00 - 18:20

PIX: Revolucionando o Sistema de Pagamentos Instantâneos, centrado no Consumidor

18:20 - 19:30

O Futuro (ou presente?) dos Pagamentos é Contacless

- Experiências de pagamento integradas entre diferente canais
- Comportamento do Consumidor
- Desafios de conectividade
- Pagamentos por Biometria: um novo modelo?

Convidado:

Mauricio Santos, Financial Products and Solutions Director, Claro

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