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O 5G como ferramenta de reinvenção das indústrias de entretenimento

O isolamento provocado pela pandemia em todo o mundo acelerou a percepção de que um mundo totalmente inteligente e conectado é vital para manter as atividades econômicas e sociais de pé.

O isolamento provocado pela pandemia em todo o mundo acelerou a percepção de que um mundo totalmente inteligente e conectado é vital para manter as atividades econômicas e sociais de pé. O home office mostrou-se forçosamente eficiente para as empresas, a educação à distância foi uma solução para os estudantes e professores e, no campo do entretenimento, os artistas do sertanejo nacional descobriram nas lives uma forma de manter o contato com seus fãs e continuar a sua atividade, mesmo à distância.

E é neste segmento da economia, o do entretenimento, que talvez o impacto do 5G possa ser mais visível e de fácil compreensão da população em geral, nos tempos pós-pandemia.

Enquanto a indústria dos games poderá aumentar suas receitas com a reclusão da população, há setores que dependem justamente da aglomeração de pessoas para faturar – em especial, destaco o setor da música e os esportes.

Para os artistas, que sofreram já uma grande transformação com a pirataria e depois com os serviços de streaming de música, os megashows ao vivo viraram uma grande fonte de renda. Palcos pirotécnicos são montados para atrair multidões em turnês que podem durar meses e com dezenas de shows. Tudo isso foi suspenso com a pandemia provocada pelo SARS-Cov-2.

A saída foi partir para lives intimistas (ou não tanto), da casa dos próprios artistas (ou similares). Milhões de visualizações colocaram os artistas sertanejos nos podiums dos recordes mundiais do YouTube, suprindo, digitalmente, a saudade dos fãs e gerando novas oportunidades de monetização dos conteúdos das duplas pelo Brasil.

E as lives, mesmo depois da pandemia, poderão vir a ser uma nova fonte de receita para o mundo do entretenimento. Quando o 5G estiver disponível, a Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA) poderão incrementar a interatividade com os fãs e, também, elevar o nível de receitas dos artistas, que, por exemplo, poderão criar diferentes pacotes de interação com os usuários. E desta vez, essa interatividade acrescentada não se limitará aqueles que ficam em casa, mas também poderá ser usufruída fora de casa, usando a mobilidade do 5G.

Nesta nova fase mundial, os esportes também sofrem. A NBA foi a primeira grande liga a suspender sua temporada, seguida de todos os campeonatos de futebol e, por fim, os Jogos Olímpicos, que só tinham sido adiados anteriormente diante das duas Grandes Guerras Mundiais.

Nestes casos, a cobertura 5G nos estádios e infraestruturas esportivas poderão criar condições para se desenvolverem novos modelos de negócio que gerem novas receitas, reduzindo a dependência da presença de torcedores nos estádios. Alguns desses modelos de negócio poderão sair da criação de um pay-per-view diferente, turbinado pelas possibilidades que só o 5G traz. Com a Realidade Virtual, os clubes poderão vir a vender lugares nos estádios e proporcionar exatamente a visão que o torcedor teria se sentado em seu lugar, seja no Maracanã, em Wembley ou no Santiago Bernabéu. Já com a Realidade Aumentada,os Clubes podem levar os torcedores a entrarem virtualmente em campo com o seu maior ídolo ou fazer aquela pergunta indesejável diretamente para ele na coletiva pós-jogo. Ou ainda,oferecer o seu exclusivo sistema multicâmera, o seu próprio “VAR no celular”, para apimentar as discussões acaloradas com seus amigos durante a semana, tirando todas as dúvidas que, antes, ficavam na subjetividade.

Tal como muitas outras indústrias, estes momentos obrigam a indústria do entretenimento a se reinventar. E considerar a tecnologia 5G nesse processo de reinvenção, para abrir novas possibilidades e suportar novos modelos de negócio, poderá ser a base para pensar diferente a partir de premissas diferentes. 

*Carlos Roseiro, diretor de Soluções Integradas da Huawei do Brasil. É formado em Economia pela ISEG - Lisbon School of Economics & Management e é mestre em Economia pela mesma universidade. Com longas passagens pelos departamentos de Marketing de grandes operadoras, como Portugal Telecom, Vivo e TIM, Roseiro está na Huawei do Brasil há três anos.O executivo é um dos principais porta-vozes da Huawei, representando a companhia em congressos como o Mobile World Congress em Barcelona, debatendo sobre tópicos como a tecnologia 5G.

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