Futurecom faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

lgpd.jpg

4 passos para conquistar a confiança e as informações dos seus usuários

Só no segundo trimestre de 2019, o phishing (obtenção ilegal de informações pessoais sensíveis, como números de cartão de crédito) cresceu 64,5% no Brasil, conforme relatório de atividade criminosa feito pela Axur. A hostilidade de ambientes, plataformas e produtos digitais deixa usuário receosos e limita o compartilhamento de informações. Então, para as empresas, fica a dúvida: como captar dados do cliente?

Se a missão, há alguns anos, já era difícil, agora ficou ainda mais. Com as novas regras impostas pela LGPD, as empresas precisam primeiro adequar (ou readequar) seus processos de captura e reforçar aspectos de segurança da informação para então entender como captar dados do cliente.

Porém, o movimento ainda não é unânime. Apesar de circularem pela internet vários artigos que ajudam gestores a darem os primeiros passos para a adequação da LGPD, cerca de 85% das empresas brasileiras ainda não estão preparadas para aderirem às exigências da nova lei, identificou um levantamento da Serasa Experian.

Esse cenário é crítico, especialmente na visão de empresas que desenvolvem e gerenciam plataformas, como CRMs, ERPs, e outros softwares e aplicativos que usam dos dados de seus usuários.

Afinal, para muitas delas, ter como captar dados do cliente é um dos braços do negócio. 

Então, como conquistar a confiança do usuário em tempos onde a segurança da informação blinda sua vontade de compartilhar informações? Conversamos com alguns profissionais da área de TI para esclarecer como captar dados do cliente, confira!

Aprenda como captar dados do cliente

De forma geral, a confiança dos consumidores muda de setor para setor. Portanto, cada estratégia deve estar alinhada com as expectativas de sua área.

Clínicos gerais, por exemplo, possuem 87% de confiança dos consumidores no cenário de compartilhamento de dados. Empresas de tecnologia, por sua vez, possuem 70%. 

O número pode parecer satisfatório à primeira vista, mas em casos onde sua estratégia requer informações mais qualificadas e sensíveis (como de fundo de funil, falando em termos de marketing), talvez apenas 70% de confiança seja um impeditivo.

Então, como reverter esse cenário e aprender como captar dados do cliente? Confira algumas dicas!

Privacy by design

Torne a privacidade e a segurança pilares do seu produto, começando no seu desenvolvimento. O conceito segue 7 princípios básicos, que são:

  • Ser proativo e não reativo – Prevenir e não remediar
  • Privacidade como configuração padrão
  • Privacidade incorporada ao projeto
  • Funcionalidade total – “Soma-positiva” ao invés de soma-zero
  • Segurança de ponta a ponta – Proteção durante todo o ciclo de vida da informação
  • Visibilidade e transparência
  • Respeito pela privacidade do usuário – Solução centrada no usuário

Segundo André Fernandes, Solution Engineer Manager da NICE, empresa líder em soluções que capacitam empresas a tomarem decisões mais inteligentes baseada em análises avançadas de dados estruturados e não estruturados, os usuários vão preferir produtos que sejam privacy by design.

“Temos visto uma série de notícias sobre vazamentos que envolvem milhões de usuários e seus respectivos dados. Naturalmente, os usuários passarão a buscar empresas que não estejam envolvidas nesses vazamentos e que lhes garantam privacidade dos dados. A melhor forma que as empresas têm hoje de fazer isso é utilizando ferramentas que são 'compliance by design' e 'privacy by design'. Esses conceitos garantem que as ferramentas foram desenvolvidas tendo em consideração o monitoramento proativo de eventuais brechas, proteção de todos os dados armazenados, entre outros” 

Garanta que a captura dos dados vai agregar valor para o produto

Outro ponto importante é que o usuário deve entender como o compartilhamento de suas informações vai agregar à plataforma que ele usa.

Marco Aurélio Peres, Head de AI & Analytics da Stefanini Brasil, uma das maiores empresas de consultoria de TI e soluções tecnológicas do mundo, concorda que esse ponto é essencial para que empresas saibam como captar dados do cliente, usando de exemplo o LinkedIn:

“Costumo dizer que um trabalhador moderno necessita tanto do LinkedIn e vê tanto valor agregado nessa plataforma de rede social profissional, que ele está deliberadamente disposto a fornecer seus dados” 

Segundo ele, a LGPD chegou para incentivar uma mudança saudável nas empresas. “Um dos grandes benefícios da LGPD é que ela forçará as empresas brasileiras a serem inovadoras nos seus serviços aos clientes, funcionários e pessoas como um todo. [...] Portanto, a primeira parte da solução está em garantir que os serviços das empresas realmente agreguem valor. Se isso for verdade, as pessoas vão querer disponibilizar seus dados. A outra parte da solução está na forma como a empresa solicita os dados das pessoas. Ou seja, uma comunicação de qualidade, que é feita com transparência, segurança e vários outros gatilhos mentais que nós, humanos, estamos acostumados no dia a dia” 

Esclareça tudo sobre o uso que sua empresa fará dos dados de clientes

O próximo passo natural é a transparência: uma forma de aprender como captar dados de cliente é ser honesto sobre o destino dessas informações. “A transparência no tratamento dos dados é essencial neste momento. Permitir que os usuários tenham acesso aos dados que foram capturados, assim como utilizar os mesmos, é crítico para o sucesso das empresas” afirma André Fernandes.

Agora, dentro da organização, a transparência na comunicação deve ser trabalhada com critérios, como explica Marco Peres. “Para o usuário é necessário comunicar segurança. Agora, o que de fato garante que os dados estão seguros e serão usados apenas no propósito original é que a adequação à LGPD seja feita com critério. A adequação passa por cultura, conscientização, governança e plataforma de dados, ferramentas de segurança da informação, planos de prevenção e remediação e muitos outros” finaliza o executivo.

Invista na segurança da informação

Por fim, faça questão de investir em soluções de segurança e adequação de processos para a LGPD. Com o avanço da tecnologia, as ameaças se tornaram ainda mais perigosas — especialmente para empresas, que temem mais sofrerem ataques hackers do que terem seus negócios interrompidos.

Reúna-se com seu setor de TI e discuta quais os passos necessários para que sua infraestrutura de rede, servidores e bancos de dados estejam o mais seguro possível. Assim, será possível garantir a segurança da informação de seus clientes, conquistando sua confiança e melhorando os resultados.

Ocultar comentários

Comments

  • Allowed HTML tags: <em> <strong> <blockquote> <br> <p>

Plain text

  • No HTML tags allowed.
  • Web page addresses and e-mail addresses turn into links automatically.
  • Lines and paragraphs break automatically.
Publicar