O avanço do crime cibernético tem desafiado governos, empresas e usuários em todo o mundo, e o Brasil não é exceção. Durante o Futurecom 2025, especialistas em segurança digital e representantes do setor público discutiram como enfrentar ameaças virtuais cada vez mais sofisticadas.

O painel contou com a participação de Gesiléia Teles (Agência Nacional de Telecomunicações), Yago Oliveira Carvalho (Inatel), João Mauro (TGT) e Leandro Ludwig (Instituto Brasileiro de Cibersegurança), que destacaram a necessidade de estratégias integradas e inovadoras.

“Hoje, o criminoso digital está mais preparado do que nunca. Ele usa as mesmas ferramentas de IA que nós, mas para fins maliciosos”, alertou Gesiléia Teles, da Anatel. Segundo ela, o combate ao crime cibernético exige mais do que tecnologia: “Precisamos de uma cultura de segurança digital, e isso começa na formação de usuários e profissionais.”

O Brasil, apontado como um dos países mais visados da América Latina, enfrenta prejuízos milionários em fraudes financeiras, sequestro de dados e ataques a infraestruturas críticas.

Cooperação internacional e resiliência

Yago Oliveira Carvalho, pesquisador do Inatel, destacou que o problema exige respostas em rede. “Não se trata mais de proteger um servidor isolado, e sim de garantir resiliência em todo o ecossistema. A cooperação internacional é essencial para rastrear e neutralizar ameaças que não respeitam fronteiras.”

Essa perspectiva foi reforçada por João Mauro, da TGT, que defendeu a criação de parcerias público-privadas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias de detecção em tempo real.

Educação digital: linha de defesa contra crime cibernético

Leandro Ludwig, do Instituto Brasileiro de Cibersegurança, enfatizou que a conscientização dos usuários é tão importante quanto as soluções técnicas. “Podemos ter o melhor firewall do mundo, mas se o usuário clicar no link errado, o sistema cai. Conscientização é a primeira linha de defesa.” Essa abordagem reforça a importância de investir em educação digital para prevenir ataques e minimizar riscos.

Transformando o Brasil em referência

Os especialistas concluíram que o combate ao crime cibernético no Brasil passa por inovação constante, atualização de legislações e criação de centros especializados em cibersegurança. “A convergência entre políticas públicas, pesquisa e investimento privado será o fator decisivo para transformar o Brasil de alvo em referência no enfrentamento das ameaças digitais”, resumiram os palestrantes.