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Gestão de cabos submarinos: quais as mudanças nos últimos 20 anos

Durante a década de 1990 cabos submarinos eram um ativo caro, a banda era majoritariamente utilizada para voz e pouco para dados, “Fazia sentido ter consórcio para gerenciar isso”, comenta o CEO da Padtec, Manuel Andrade. Entretanto, atualmente o cenário é outro: com dados sendo maioria no uso de dados e voz representando uma utilização ínfima.

“Hoje o consórcio representa mais desvantagens do que vantagens”, acredita Andrade. Opinião semelhante à do CEO da Angola Cable, Antonio Nunes, e do country manager Brasil da Telxius, Rafael Sgrott Martins. Para o primeiro a gestão de cabos consorciados é um processo muito complexo: “cabos 100% nossos são mais fáceis de controlar”. De acordo com Martins, cabos consorciados resultam em um desgaste político e econômico, devido à grande quantidade de países envolvidos na gestão.

Ainda de acordo com Martins, outro fator que dificulta a gestão desses cabos é que muitos deles eram rentabilizados com os custos de ligações internacionais. Com o novo cenário de redução desses valores é quase que inviável manter as estruturas.

Atualmente as principais fontes de financiamento para os cabos são as OTTs, de acordo com o CEO da Globenet, Eduardo Falzoni. “Fornecedores de conteúdo já mão são os maiores demandantes de acesso, embora tenham interesse em chegar ao usuário final. E as operadoras nacionais não têm demanda suficiente para financiar cabos submarinos”.

O cenário de proprietário único, que ganhou espaço no começo dos anos 2000, vai continuar crescendo pelos próximos “cinco ou dez anos” explica Andrade. Tese reforçada pelo Co founder e CEO da Lumicon Conulting&Projects, Marco Canongia, se hoje 61% dos cabos são privados, a partir de 2018 esse número vai aumentar.

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