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Por que Brasil ainda sofre para expandir internet?

Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) indicam que 62% dos municípios brasileiros possuem estrutura para fibra óptica. Mesmo assim, essa tecnologia e a de banda larga ainda estão fora do alcance daqueles que vivem em regiões mais isoladas do País e de quem não consegue pagar pelos preços dos pacotes.

O mesmo acontece com a cobertura de telefonia móvel (3G e 4G) disponível em todo o território nacional, que muitas vezes chega com baixa qualidade ou preços altos, de acordo com o professor da Escola de Administração de Empresas de Sâo Paulo da FGV (Fundação Getúlio vargas), Arthur Barrionuevo, em reportagem ao jornal Folha de S. Paulo.

Analistas e associações do setor apontam que a dificuldade de ampliação do acesso é consequência da rápida mudança tecnológica das telecomunicações. Além disso, não houve atualização nas regras. Há 20 anos, quando o Sistema Telebrás foi vendido – com 12 empresas –  o desafio era universalizar o telefone fixo, cuja a linha custava R$ 1.000,00 com espera de dois anos para instalação, e havia 17,5 milhões delas no Brasil. O telefone celular estava disponível para pouco mais de quatro milhões de assinantes.

Atualmente o mercado tem que lidar com IoT, indústria 4.0 e a chegada do 5G. Para melhorar esse cenário, especialistas sugerem isentar concessionárias de investir em telefonia fixa e passar tais recursos para a expansão da internet. A Anatel sugere alterar a destinação de recursos do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações).

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