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Transformação Digital

Especialista diz como proteger dados no everything as a service

As novas gerações estão promovendo alterações profundas nas relações de consumo. Por valorizarem mais a experiência do que a posse, os nascidos no século XXI vêm contribuindo para acelerar essa transformação: produtos sendo negociados como serviços, no que está sendo conhecido como o modelo everything as a service.

Há pouco tempo as pessoas compravam produtos sem saber ao certo o uso efetivo que teriam, mas quando falamos de serviços esse comportamento não faz sentido. Os serviços são contratados sempre diante de uma demanda para resolver uma necessidade ou um capricho.

No lugar de ter, as novas gerações querem experimentar. Com isso, mercados originados no modelo de aquisição vem se convertendo ou sendo convertidos em oferta de uso desses serviços sob demanda.

Diante desta realidade, a segurança da informação volta ao centro da discussão. Com grande parte das transações/negociações/contratações acontecendo online, como garanto a segurança do meu cliente no modelo everything as a service?

Para entender melhor o everything as a service e a segurança da informação dos consumidores neste modelo que avança no País, conversamos com o professor André Miceli, coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV (Fundação Getulio Vargas). Confira a entrevista:

O everything as a service é uma tendência para o futuro ou já está acontecendo?

André Miceli: É um processo de transformação pelo qual estamos passando. Vai ganhar espaço acompanhando o fortalecimento da geração nascida na virada do milênio. É um grupo de pessoas que, majoritariamente, está mais interessado em viver experiências do que na posse. Inevitavelmente os negócios precisarão se adaptar.

Onde este mercado está mais desenvolvido no Brasil? Algum exemplo?

As capitais são mais propensas a esse tipo de mudança de paradigma. São Paulo (SP) tem recebido muito bem inovações desta natureza.

Como garanto a segurança de dados dos meus clientes no everything as a service?

Garantir é um termo forte. É normal que para muitas pessoas liberdade e segurança estejam em lados opostos. É natural que, quanto mais livre o ser humano esteja, mais exposto ele fique. Aos poucos, as políticas de revisão devem melhorar o feedback tanto para o tomador quanto para o prestador do serviço. Isso vai ajudar, mas não resolver o problema.

De qualquer forma, a economia compartilhada não deve aumentar as taxas de criminalidade. Um ponto importante é o risco inerente à operação financeira, cartão de crédito e proteção de dados. Esse é um desafio que também precisaremos aprender a tratar.

Como as empresas de segurança da informação podem atuar para garantir o sigilo de dados dos consumidores no everything as a service?

A informação é uma arma fundamental nessa luta. Aos poucos as pessoas vão aprender a proteger seus dados. Em paralelo, as tecnologias de proteção devem avançar e auxiliar nessa luta.

Essa responsabilidade sobre a segurança será ou já é absorvida pelas empresas que desenvolvem produtos dentro do everything as a service?

Ainda temos pouca coisa em termos de jurisprudência, mas acho muito pouco provável que as empresas consigam se eximir completamente dessa responsabilidade.

O que já existe de tecnologia para garantir a segurança de dados dos consumidores é suficiente?

Nunca vai ser. Crimes cibernéticos e tecnologias de proteção sempre andarão lado a lado. A evolução de um, gera o desenvolvimento do outro.

O que as empresas já oferecem para tranquilizar o consumidor no uso de produtos do everything as a service?

Do ponto de vista técnico, a maior parte faz somente o básico. Encriptar dados, proteger login e senha e tratar dados do cartão, mas no fim das contas as ações de engenharia social, que iludem os usuários para que eles entreguem seus dados, ainda são as principais ameaças. Por isso as questões educacionais são tão importantes.

As empresas estão preparadas para garantir a segurança de dados dos consumidores?

As empresas estão preparadas para fornecer o básico em questões tecnológicas, mas precisam ser esforçar para educar seus usuários no que diz respeito aos comportamentos de risco.

Quais são os segmentos que apresentam maior risco à segurança do consumidor?

Aonde gira mais dinheiro, haverá sempre mais risco. Apesar de não ser exatamente um exemplo de economia compartilhada, nenhum ambiente é pior nesse sentido do que o das criptomoedas.

A “frequente” contratação de hackers para as equipes de segurança da informação de serviços e instituições público e privadas no mundo todo não é uma assunção da incapacidade de garantir a segurança do consumidor? Como você enxerga esta questão?

Quem protege precisa saber a lógica de quem agride. Por isso, é natural que hackers ajudem a desenvolver os mecanismos de proteção.

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